O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou a expectativa de que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado nos próximos dias e entre em vigor já em 2026. Para a sua efetivação, é necessária a “internalização”, que consiste na aprovação pelos Parlamentos europeus e Congressos dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Alckmin ressaltou que a sociedade será beneficiada com produtos de melhor qualidade e custos mais acessíveis. O Brasil, segundo o vice-presidente, poderá acelerar a vigência do pacto se o Congresso Nacional aprovar no primeiro semestre, sem depender dos demais membros do bloco sul-americano.
Impactos Econômicos e Geração de Oportunidades
O acordo possui um significativo potencial para impulsionar a geração de empregos e atrair investimentos, tanto europeus na região do Mercosul e no Brasil, quanto brasileiros nos 27 países da Europa.
A União Europeia se posiciona como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, após a China, com uma corrente comercial de US$ 100 bilhões no último ano. Somente a indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para o bloco, um crescimento de 5,4%. Em 22 estados brasileiros, a UE foi o primeiro ou segundo destino de exportações, envolvendo mais de 9 mil empresas brasileiras e gerando emprego para mais de três milhões de trabalhadores.
Multilateralismo e Compromissos Sustentáveis
Alckmin sublinhou que o pacto reforça o multilateralismo, contrapondo-se ao isolacionismo. Adicionalmente, estabelece regras claras para o comércio e fortalece a pauta de sustentabilidade, com compromissos dos países no enfrentamento às mudanças climáticas, caracterizando-o como um “ganha-ganha” que beneficia a competitividade.
O vice-presidente também enfatizou a importância do acordo no cenário geopolítico atual, marcado por instabilidade e conflitos, demonstrando a viabilidade de construir caminhos de comércio com regras e abertura.
Confirmação e Visão Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou a aprovação do acordo comercial pela União Europeia com ampla maioria. Em postagem, Ursula classificou a decisão como “histórica” e reiterou o compromisso com o crescimento, a criação de empregos e a defesa dos interesses de consumidores e empresas europeias.
Fonte: Agência Brasil.

