• Bolsonaro começou a passar mal na noite de quinta e piorou na madrugada de sexta

      O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começou a apresentar sintomas de mal-estar ainda na noite de quinta-feira (12) e teve piora do quadro durante a madrugada de sexta-feira (13), segundo registros da Polícia Militar sobre o atendimento prestado no 19º Batalhão, em Brasília, onde ele está preso desde janeiro. Após avaliação médica e persistência dos sintomas, ele foi encaminhado ao Hospital DF Star, onde precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

      De acordo com o boletim médico divulgado após a internação, Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia aguda. Na manhã deste sábado (14), o hospital informou que o ex-presidente teve uma piora na função renal e segue internado na UTI.

      “Por volta das 20h40, estava em estado regular geral, lúcido e orientado. Informou que ‘caminhou hoje à tarde (5km). Iniciou há pouco crise de soluço, mas não quis medicação agora, informou que vai tomar depois do jogo’”, diz o registro da PMDF a que a TV Globo teve acesso.

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      O relatório da Polícia Militar descreve que o ex-presidente vinha sendo monitorado periodicamente, com registros de acompanhamento aproximadamente a cada três horas. Na noite anterior ao agravamento, Bolsonaro apresentava condição considerada regular e não demonstrava sinais imediatos de gravidade.

      Horas depois, durante a madrugada de sexta-feira (13), o quadro começou a se alterar. Às 6h45, o registro policial aponta que a equipe médica foi acionada após Bolsonaro apresentar calafrios e desconforto.

      Durante a avaliação médica, o ex-presidente relatou que os sintomas começaram por volta das 2h da manhã. Segundo o registro, ele afirmou que passou a sentir “náuseas e tremores”, além de sintomas respiratórios.

      Após receber medicação, Bolsonaro foi reavaliado cerca de dez minutos depois pela equipe responsável pelo atendimento. Como a febre persistiu, os profissionais decidiram encaminhá-lo para atendimento hospitalar mais detalhado.

      A remoção foi realizada para o Hospital DF Star às 8h22, poucas horas depois da chegada do cardiologista responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro.

      Bolsonaro está acompanhado pela esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), e dois policiais na porta da UTI e, posteriormente, no quarto a que for encaminhado segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado ainda proibiu o ingresso de computadores, celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos.

      Os filhos de Bolsonaro também estão autorizados a visitá-lo no hospital.

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