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Centrão negocia veto da dosimetria para barrar CPMI do Master

Lideranças do Centrão negociam a derrubada do veto presidencial à dosimetria das penas do 8 de janeiro em troca do esvaziamento da CPMI do Banco Master. A articulação visa evitar o desgaste político de parlamentares e autoridades em pleno ano eleitoral de 2026.

Qual é a principal moeda de troca nessa negociação política?

O Centrão oferece à oposição a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto que revisa as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Em contrapartida, pede que a oposição diminua a pressão para instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master.

Por que existe resistência à instalação da CPMI do Banco Master?

Há um temor generalizado de que a investigação cause um desgaste sistêmico, atingindo políticos de diversos partidos e o próprio Judiciário. A resistência é liderada pelos presidentes do Congresso, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, que avaliam o momento como sensível devido ao calendário eleitoral.

O que é o projeto da dosimetria citado nas discussões?

A dosimetria é o cálculo que define o tamanho da punição de um condenado. O projeto busca alterar esse critério para que as penas dos envolvidos no 8 de janeiro sejam reduzidas. Para a oposição, derrubar o veto de Lula é prioridade para tentar libertar o que chamam de ‘inocentes’.

Como a oposição está reagindo a essa proposta de acordo?

O grupo está dividido. Alguns parlamentares, como o deputado Zé Trovão, defendem um recuo tático na CPMI para garantir a votação da dosimetria. Outros nomes, como Carlos Jordy, autor do pedido da comissão, resistem por entender que a investigação deve avançar para expor ligações financeiras e autoridades do STF.

Qual é a posição do governo e do STF nesse cenário?

Aliados do governo e o PT preferem esvaziar a CPMI ampla ou focar em investigações menores e restritas à Câmara. Existe uma preocupação de que a comissão seja usada para atacar ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Dias Toffoli, que já enfrenta pedidos de impeachment no Senado.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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