A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman (PT-PR), afirmou na terça-feira (3) que a recomendação de suspender repasse do governo à escola de samba que fará enredo sobre Lula pelo Tribunal de Contas da União seria “preconceito”. Para a ministra, a agremiação recebe um repasse “que sempre” houve da Embratur.
“Não conversei dentro do governo (sobre a decisão do TCU), mas beira o preconceito. A Embratur sempre financiou a Liesa e, se a Liesa decidiu assim, tem os critérios dela”, disse Gleisi a jornalistas.
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O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a apuração de uma denúncia que questiona a destinação de R$ 1 milhão em recursos públicos ao Carnaval do Rio de Janeiro de 2026, devido à possibilidade de propaganda antecipada em favor do presidente Lula. O TCU sugeriu, ainda, o bloqueio do repasse até que haja uma decisão de mérito sobre o caso.
A denúncia refere-se ao samba-enredo da escola Acadêmicos de Niterói. Segundo a representação do partido Novo, elementos do tema da agremiação — como o uso do número 13, marca da campanha do PT — poderiam configurar propaganda antecipada.
O repasse ocorreu via termo de colaboração com o objetivo de promover o Brasil no exterior. Contudo, segundo os parlamentares, parte dos recursos beneficia a escola que apresentará um enredo de exaltação ao atual presidente, provável candidato nas próximas eleições.
A orientação do TCU sugere a adoção de medida cautelar para suspender o repasse de R$ 1 milhão à Liesa — destinados à Unidos de Padre Miguel ou à Acadêmicos de Niterói — caso o valor ainda não tenha sido transferido, até o julgamento definitivo do mérito.

