Os candidatos à presidência da República iniciaram oficialmente suas campanhas de rua neste domingo, seguindo o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral. Atos públicos são permitidos até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, enquanto comícios podem ocorrer das 8h à meia-noite até 1º de outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à sua busca pelo quarto mandato com um comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local de grande simbolismo para sua trajetória política e para o movimento operário brasileiro. Em um estádio lotado, Lula convocou a militância a comparar as realizações de seu governo com as de administrações anteriores.
A campanha de Lula destacou a defesa da soberania nacional, pautas sociais e diferenças ideológicas com a direita, abordando temas como o papel da mulher e a segurança pública. O candidato reiterou seu compromisso em impedir o retorno de políticas que, segundo ele, foram responsáveis por falhas graves em áreas como saúde e bem-estar social. A agenda incluiu também propostas para a segurança pública, como a criação de um Ministério específico e o combate ao crime organizado, focando nos grandes beneficiários.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro lançou sua campanha presidencial na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, um ponto conhecido por acolher manifestações de apoio a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vestindo uma camiseta com as cores nacionais e a frase "Meu Partido é o Brasil", o candidato esteve acompanhado de seu vice, Alfredo Gaspar, sua mãe Rogéria e sua esposa Fernanda.
Em seu discurso para milhares de pessoas, Flávio Bolsonaro homenageou o pai com áudios sobre a família e prometeu dar continuidade ao legado presidencial. Ele defendeu Jair Bolsonaro, alegando prisão injusta, e comprometeu-se, se eleito, a nomear novos ministros para o Supremo Tribunal Federal, buscando equilibrar a representação de gênero na Corte.
Entre as principais propostas de Flávio Bolsonaro estavam medidas para segurança pública, como classificar milícias e organizações de tráfico como "terroristas", reduzir a idade penal, e combater roubos, furtos e feminicídios. Na economia, criticou a alta taxa de juros (Selic a 14%), prometendo um "tesouraço" nos gastos públicos e cortes de cargos para aliviar a inflação e beneficiar a classe média.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado (PSD) optou por iniciar sua campanha presidencial em Goiás, estado que governou de 2019 a março deste ano e onde desfruta de forte apoio, conforme indicam as pesquisas eleitorais.

