
O ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta quarta-feira (4) a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro durante a Operação Compliance Zero. A decisão marca uma mudança de postura no caso Master, alinhando o tribunal à Polícia Federal após a descoberta de graves ameaças contra jornalistas.
Quais fatos levaram à nova decisão de prisão contra o banqueiro?
A investigação da Polícia Federal revelou que Daniel Vorcaro autorizou planos de violência física contra ex-funcionários e o jornalista Lauro Jardim. Mensagens captadas mostram o uso de uma ‘milícia privada’ para monitorar autoridades e obter informações sigilosas em órgãos como o Ministério Público, a Interpol e o FBI. Diante do risco à integridade física de cidadãos e do possível desvio de ativos bilionários, o ministro André Mendonça considerou a medida urgente e necessária.
Como está a relação entre André Mendonça, a PF e a PGR nesse caso?
Atualmente, existe um forte alinhamento entre o ministro e os investigadores da Polícia Federal, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) ficou isolada. Mendonça criticou abertamente a PGR por não apoiar as prisões, afirmando que o órgão ignorou evidências fartas de crimes iminentes. Para garantir a segurança das informações, o ministro também restringiu o acesso aos relatórios, evitando que vazamentos ocorram por meio de superiores hierárquicos.
O que mudou na condução do processo desde a saída de Dias Toffoli?
A condução mudou drasticamente. Sob a relatoria anterior de Dias Toffoli, a PF via com desconfiança medidas consideradas ‘heterodoxas’, como o lacre de aparelhos apreendidos e o direcionamento de depoimentos. Toffoli deixou o caso após a revelação de relações suspeitas com Vorcaro. Já Mendonça agiu com rigor contra o que chamou de ‘milícia privada’ e afastou servidores do Banco Central suspeitos de corrupção, trazendo mais confiança aos agentes que atuam na ponta da investigação.
O que acontece com os investigados a partir de agora?
Os presos foram enviados para penitenciárias estaduais, sinalizando que a custódia deve ser prolongada. O ministro proibiu que juízes de instâncias inferiores soltem os investigados durante as audiências de custódia, centralizando essa decisão em suas mãos no STF. Além disso, a Segunda Turma do Tribunal deve julgar na próxima semana se mantém ou reverte essas prisões, o que aumenta a pressão para que os envolvidos busquem acordos de delação premiada.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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