
A federação Brasil da Esperança, da qual o PT é a principal sigla, ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma peça de propaganda do PL. No material em vídeo, produzido com Inteligência Artificial, o partido é associado de forma satírica aos escândalos do “caso Master” e do desconto ilegal em aposentadorias do INSS.
Na peça, que até a tarde desta terça-feira (10) ainda estava no ar no Instagram oficial do PL, o PT é retratado como “A Grande Quadrilha”, uma paródia do humorístico da TV Globo A Grande Família, sitcom que foi ao ar por 14 temporadas a partir de 2001. Advogados do partido afirmam que o vídeo é “leviano” e contraria as normas do TSE que vedam propaganda partidária que “calunia, difama ou injuria”.
VEJA TAMBÉM:
- Advogado amigo defende arquivar investigação contra Lulinha
- Zema entra com pedido de impeachment de Moraes
Na produção, figuras políticas do PT aparecem junto aos personagens mais importantes dos escândalos do Master e da farra do INSS, como o banqueiro Daniel Vorcaro e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”.
“Ao assistir ao vídeo e, em vista de seu contexto de indevida vinculação da imagem do Partido dos Trabalhadores e do Presidente Lula a ilícitos criminais ou a investigações policiais, em ano de Eleições Gerais, ficam claros o intuito eleitoreiro e sua relação com as eleições vindouras”, escreveram os advogados da federação.
Os partidos pedem deferimento da retirada do vídeo do ar e também multa. Propaganda antecipada pode gerar multas que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil, sempre proporcionais ao custo da peça.
Ao mesmo tempo em que pede a retirada do vídeo do ar, redes sociais ligadas ao partido procuram vincular o caso Master ao campo da direita, apelidando-o de “Bolsomaster”. “Quanto mais os fatos aparecem, mais as conexões com a extrema-direita ficam evidentes!”, diz o texto da propaganda.
Os defensores das legendas da corrente Brasil da Esper concluíram argumentando que a divergência política é “saudável” e a alternância de poder é “necessária” para a democracia. “É importante ressaltar: a divergência política é saudável e necessária dentro do regime democrático. Sem ela, não há alternância de Poder e, portanto, não há democracia”, conclui a petição, reproduzida no site do PT.









