Preço do peixe tem variação de até 158% na Grande BH, indica pesquisa

Clientes devem pesquisar antes de comprar o produto – Foto: Reprodução / Record TV

 

Segundo especialistas, oscilação se deve a sazonalidade de cada tipo de pescado e a variação de moedas estrangeiras, como o dólar e o euro

 

 

Um levantamento mostra que o preço de um mesmo tipo de peixe chega a variar 158% em peixarias de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. Nos meses de março e abril, quando aumenta o consumo destes alimentos, o cliente deve ficar atento para fazer uma boa compra.

 

O camarão rosa limpo médio é um exemplo dessa oscilação. Nas lojas visitadas, o produto foi encontrado custando de R$ 49,90 até 129. Quem procurar o filé de merluza, deve encontrar o peixe na faixa de R$ 16,90 a R$ 27, uma variação de 59%.

 

Já o quilo do filé de surubim flutou 81%, entre R$ 32 e R$ 58. Até a sardinha, que costuma ser uma opção mais barata, teve uma variação de 134%, custando de R$ 8,50 a R$ 19.

 

Feliciano Abreu, diretor do site de pesquisas Mercado Mineiro, explica que o aumento se deve, principalmente, pela sazonalidade dos peixes. Segundo ele, a dica para não pagar caro é dar preferência a opções que estejam em alta na estação.

 

— Os pescados nacionais sofrem influência da natureza. Às vezes a pesca não está boa e, por isso, temos de optar por um que esteja na safra e, logo, mais barato.

 

Aumento

 

A levantamento mostrou, ainda, o aumento dos preços entre os anos de 2018 e 2019. O quilo do surubim foi o que teve a menor alta, passando de R$ 32,78 para R$ 34,17, uma variação de 4,24%.

 

O que ficou mais caro (18%) foi o bacalhau do porto imperial, que pulou de R$ 84,70 para R$ 100,11. Para Abreu, a explicação está na cotação de moedas estrangeiras.

 

— O bacalhau é muito influenciado pela valorização do dólar e do euro. Por isso, vemos a valorização bem acima inflação.

 

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O empresário Geraldo Henrique Campos, que vende bacalhau há 62 anos, diz o cliente não precisa se preocupar. Segundo o comerciante, é possível encontrar opções mais baratas, sem perder a qualidade.

 

— O saithe tem sido uma ótima opção, se comparado ao porto. Ele custa metade do preço e é tão delicioso quanto o outro.

 

A chefe de cozinha Maria Neuzita Gomes escolheu o peixe piratinga para preparar o almoço. Ele também entra na lista dos alimentos com bom custo-benefício. Na Grande BH, o pescado é encontrado a partir de R$ 14,20 e vai até R$ 27. Para a cozinheira, a diferença está no modo de preparo.

 

— Basta usar os ingredientes certos que você consegue fazer uma boa moquena. O resultado é sempre ótimo.

 

A pesquisa foi realizada nas principais peixarias da Grande BH entre os dias 27 e 28 de fevereiro. Fonte: R7

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