Preço médio da gasolina volta a cair e fecha em R$ 4,37

Foto: Alan Chaves

 

Levantamento é feito semanalmente pela Agência Nacional de Petróleo. Embora em queda, estado não acompanhou a redução nas refinarias, que foi de 10% em novembro.

 

 

Na última semana o preço médio da gasolina em Roraima fechou em R$ 4,37, menor que os R$4,51 da semana anterior, é o que aponta o último levantamento semanal de preços da Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgado nessa segunda-feira (19). A redução foi de R$0,14, ou 3,1% entre as duas semanas.

 

O levantamento do preço médio da gasolina em Roraima divulgado pela ANP foi feito entre os dias 11 a 17 de novembro. Ao todo, 13 postos em vários bairros de Boa Vista foram visitados para coleta dos valores.

 

Embora tenha registrado redução, o valor médio em Roraima, assim como boa parte do país, não acompanhou a redução nas refinarias. Em novembro o valor reduziu 10,8% em seis baixas seguidas. A diminuição do preço para o consumidor final, no entanto, depende de uma série de fatores, como distribuidores, revendedores e impostos.

 

A redução segue os cortes anunciados pela Petrobras nas cotações da gasolina em suas refinarias na semana passada, em meio a um recuo nos preços do petróleo no mercado internacional por preocupações com o enfraquecimento da demanda global.

 

Conforme a ANP, o valor médio praticado em Roraima é o menor desde meados de setembro, quando o preço estava em R$ 4,378. A agência levantou ainda que o maior preço registrado no estado foi R$ 4,40 e o menor foi R$ 3,30.

 

Levando em conta o preço médio da gasolina, Roraima ocupa a 22ª posição entre os demais estados da federação. O mesmo combustível é encontrado a R$ 5,193 no Acre – o mais caro do país – e R$ 4,10 no Amapá, onde o preço médio é considerado o mais baixo do Brasil.

 

Como é formado o preço da gasolina?

 

Os valores praticados pela Petrobras são aproximadamente um terço (30%) do preço pago pelo consumidor nos postos, conforme os cálculos da estatal, que levam em conta a coleta de preços entre os dias 28 de outubro e 3 de novembro em 13 regiões metropolitanas do país.

 

Cerca de 44% são tributos, sendo 29% ICMS, recolhido pelos Estados, e 15% Cide e PIS/Cofins, de competência da União.

 

Composição do preço da gasolina, segundo levantamento da Petrobras, a partir de dados da ANP e CEPEA/USP — Foto: Reprodução/Petrobras

Composição do preço da gasolina, segundo levantamento da Petrobras, a partir de dados da ANP e CEPEA/USP — Foto: Reprodução/Petrobras

 

Os tributos federais são cobrados como um valor fixo por litro – o de Pis/Cofins, por exemplo, é de R$ 0,7925 por litro de gasolina; a Cide, de R$ 0,10 por litro. O ICMS, por sua vez, é um percentual sobre o preço de venda – ou seja, cada vez que ele sobe, os Estados recolhem mais impostos.

 

Do restante da composição, 12% é o custo do etanol, que, por lei, deve compor 27% da gasolina comum, e outros 14% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores e postos de gasolina. Fonte: G1

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