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Anvisa Aprova Eflonsia: Novo Medicamento Contra Vírus Sincicial Respiratório em Bebês

VSR, o vírus sincicial respiratório, ameaça sobretudo os prematuros. (Foto: Erika Vanoni/Unsp...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o clesrovimabe, comercializado como Eflonsia, reforçando o arsenal de prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Este vírus é o principal causador da bronquiolite em bebês. O novo fármaco, desenvolvido pela farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD), é administrado por injeção e oferece anticorpos prontos para proteger recém-nascidos e lactentes em sua primeira temporada de exposição ao VSR.

No Brasil, já existem outras ferramentas de prevenção. O niservimabe, um produto semelhante, foi recentemente incorporado ao SUS. Além disso, uma vacina destinada a gestantes (a partir da 28ª semana) para prevenir casos de bronquiolite em recém-nascidos também passou a ser disponibilizada pela rede pública. Ainda não há informações se a nova molécula será incorporada ao SUS.

Indicação do Medicamento Eflonsia

O Eflonsia é indicado para todos os bebês recém-nascidos e lactentes. Contudo, a doença costuma ser mais grave nos primeiros seis meses de vida. Grupos de risco incluem prematuros e crianças com condições sérias, como cardiopatias congênitas ou certas doenças pulmonares.

A Anvisa recomenda uma dose adicional do anticorpo para bebês submetidos à cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, após a estabilização clínica, devido a uma possível redução dos níveis do anticorpo no sangue.

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Suas Implicações

O VSR é o principal agente etiológico da bronquiolite, uma infecção pulmonar que afeta crianças e representa um perigo significativo para bebês. Estima-se que 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias em menores de dois anos sejam causados por este vírus.

Entre 2018 e 2024, mais de 83 mil internações de bebês prematuros no Brasil foram registradas devido a complicações relacionadas ao VSR, evidenciando a relevância da prevenção e tratamento eficazes.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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