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Lesão de Lucas Paquetá: Análise Médica, Impacto na Copa do Mundo e Desafios da Recuperação

O meio-campista Lucas Paquetá teve sua participação na Copa do Mundo comprometida após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmar uma lesão muscular de grau dois nos isquiotibiais da coxa esquerda. Esta condição, considerada de gravidade moderada, exige um período de recuperação estimado em um mês ou mais, inviabilizando sua presença nas fases eliminatórias do torneio, que se encerra em 19 de julho.

Especialistas na área, como o cirurgião ortopédico Marco Aurélio Souza, do Samaritano Barra, destacam que a probabilidade de um atleta com lesão de grau dois retornar ao futebol em apenas três semanas é mínima, com a recuperação usualmente demandando de três a quatro semanas.

Apesar do prognóstico desafiador, a CBF anunciou a implementação de um "protocolo de tratamento intensivo" para acelerar o retorno do jogador. Embora as chances sejam reduzidas, a estrutura de equipes de fisioterapeutas e tratamentos de ponta pode, em teoria, facilitar uma recuperação mais ágil do que a média.

Warlindo Neto, médico do esporte, enfatiza que o tempo de recuperação é altamente individualizado, dependendo da extensão da lesão e da evolução do paciente, requerendo monitoramento diário. Paquetá, por sua vez, expressou fé nas redes sociais, mas a retomada dos treinamentos, após o tratamento, também exige um processo gradual e cuidadoso.

Precedentes e Desafios de Retorno

A situação de Paquetá evoca o caso de Neymar, que também sofreu uma lesão de grau dois na panturrilha antes da Copa, no final de maio. O atacante desfalcou as primeiras partidas do Mundial e, apesar de ter retornado em parte de um jogo contra a Escócia, especialistas inicialmente projetaram um mês e meio ou mais para sua recuperação, contrastando com as duas semanas estimadas pela CBF.

O que Caracteriza uma Lesão Muscular de Grau 2?

Uma lesão muscular é um dano às fibras musculares, geralmente causado por esforço físico excessivo, resultando em alongamento ou contração além da capacidade. As lesões nos isquiotibiais, como a de Paquetá, frequentemente ocorrem devido a movimentos abruptos, como quedas ou arrancadas para corrida.

As lesões musculares são classificadas em graus: um (leve), dois (moderado) e três (grave). O grau dois indica uma ruptura parcial das fibras musculares, abrangendo entre 5% e 50% do tecido afetado. O médico do esporte Páblius Braga salienta que, embora não seja de grande gravidade, exige tratamento rigoroso.

Diferenças entre os Graus de Lesão Muscular

Em contraste, o grau um envolve apenas estiramento e edema (inchaço), com pouca ou nenhuma ruptura de fibras. Já o grau três é o mais grave, caracterizado por ruptura total das fibras ou separação do músculo do tendão, acompanhada de dor intensa, hematoma extenso e perda quase completa da função muscular.

Abordagens de Tratamento e Reabilitação

O tratamento para lesões musculares varia conforme o grau e a extensão, mas geralmente inclui descanso, aplicação de compressas de gelo e fisioterapia. Casos mais intensos demandam reabilitação gradual, com aumento progressivo de carga e intensidade dos exercícios. Terapias regenerativas, como o Plasma Rico em Plaquetas (PRP), que utiliza componentes do sangue do próprio paciente, também podem ser empregadas para acelerar a recuperação.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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