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Óleo de Borragem para TPM: O Que a Ciência Revela sobre Sua Eficácia

Óleo de borragem costuma ser comercializado em cápsulas (Freepik/Freepik)

A busca por alívio da tensão pré-menstrual (TPM) e seus sintomas associados impulsiona o interesse em diversas alternativas, incluindo remédios e receitas caseiras. O óleo de borragem, uma indicação natural, tem ganhado proeminência como opção para mitigar os desconfortos da TPM, despertando a atenção da comunidade científica. Contudo, é fundamental investigar se essa sugestão popular possui base comprovada para realmente auxiliar.

O Que é o Óleo de Borragem e Quais Seus Usos?

O óleo de borragem é extraído das sementes da planta Borago officinalis, nativa de regiões mediterrâneas da Europa e Ásia. Além de suas folhas comestíveis, a planta e seu óleo se difundiram globalmente, sendo utilizados popularmente para diversas condições. Embora amplamente conhecido por sua aplicação nos sintomas menstruais, a versão em cápsulas é empregada para inflamações como artrite reumatoide e asma. O uso tópico, por sua vez, é indicado para problemas dermatológicos como rosácea, acne e dermatites.

Eficácia Comprovada? A Perspectiva Científica

A borragem é rica em ácido gama-linolênico (GLA), um ômega-6 com reconhecidas propriedades anti-inflamatórias. A forma de óleo concentra o GLA de maneira mais potente do que a planta in natura. Isso sugere um potencial do óleo de borragem para auxiliar em sintomas e dores associados a inflamações, incluindo os incômodos menstruais pré e pós-ciclo. Entretanto, assim como ocorre com o óleo de prímula, os benefícios são observados em estudos de pequena escala e a eficácia ainda carece de comprovação definitiva.

Pesquisas exploram esse potencial: um estudo brasileiro apontou benefícios no alívio da mastalgia cíclica (dor nos seios relacionada à menstruação), enquanto outro, com 180 participantes, indicou redução nos escores de sintomas físicos e emocionais da TPM. Internacionalmente, um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, embora pequeno (38 pessoas), investigou o óleo de borragem para asma, observando redução nos sintomas respiratórios, mas sem diminuição significativa da inflamação em si.

Revisões científicas frequentemente indicam o potencial do óleo de borragem, mas ressaltam a necessidade de mais estudos para consolidar seus benefícios. A maioria das pesquisas em humanos ainda não passou por todas as etapas necessárias para demonstrar segurança e eficácia comparáveis a um placebo, ou são realizadas com grupos muito reduzidos para fornecer resultados estatisticamente robustos.

É fundamental consultar um médico antes de iniciar o uso do óleo de borragem, evitando utilizá-lo como substituto de tratamentos convencionais. Embora geralmente considerado seguro, a substância não é isenta de riscos, podendo causar reações indesejadas e toxicidade em caso de uso excessivo.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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