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Política Nacional do Sangue: 25 Anos de Evolução e Segurança Transfusional no Brasil

transfusão de sangue é uma terapia amplamente utilizada (Ilustração: Editoria de Arte/Veja S...

Os 25 anos da Política Nacional do Sangue, Componentes e Hemoderivados marcam um ponto crucial para indivíduos com necessidades transfusionais recorrentes, como no caso da talassemia maior. Essa trajetória reforça a fundamental importância do Sistema Único de Saúde (SUS), que opera um dos sistemas transfusionais mais avançados globalmente.

Conforme o Ministério da Saúde, a finalidade dessa política é assegurar a autossuficiência do país no setor hemoterápico e coordenar as ações governamentais em todas as esferas. Sua implementação no SUS é realizada pelo Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN), através da Rede de Serviços de Hemoterapia e dos centros produtores de hemoderivados.

Transformação Essencial: Do Comércio à Doação Altruísta

A diretriz atual garante a qualidade do sangue recebido e estabelece que a doação seja altruísta e voluntária. Esse cenário difere drasticamente do passado, quando a comercialização do sangue gerava sérios problemas sociais. Frequentemente, as doações eram realizadas sem a devida consciência e responsabilidade, motivadas exclusivamente pelo lucro, com recursos muitas vezes destinados ao sustento pessoal.

Com a aprovação da Lei nº 10.205/2001 e do Decreto 3990/200, esse contexto foi superado, resultando em maior segurança transfusional e sangue de qualidade, utilizando tecnologia de ponta. A transição foi notável: saímos da oferta de sangue em potes de vidro, onde hemácias e glóbulos brancos se separavam por decantação, para as modernas bolsas de sangue.

Recordo de uma ocasião, na minha juventude, em que um desses potes de vidro despencou e quebrou durante uma transfusão, causando uma grande desordem no local. Essa vivência ilustra a falta de segurança e organização da época.

Avanços Tecnológicos e Maior Segurança Transfusional

Anteriormente, não existiam testes seguros e avançados para o sangue. Com a nova política, a coleta e distribuição dos componentes sanguíneos foram aprimoradas, permitindo a separação adequada em bolsas específicas para hemácias, plaquetas, entre outros, eliminando a mistura de elementos.

Houve uma intensa luta pela oferta do teste NAT (Teste de Ácido Nucléico) no sistema público de saúde. Sua implementação permite identificar a presença de vírus como HIV e hepatite C no sangue doado, elevando a segurança. Outra conquista foi a aprovação dos filtros de deleucotização, que reduzem os leucócitos e previnem reações transfusionais em pacientes politransfundidos.

É imensamente gratificante testemunhar a evolução do nosso sistema de sangue e hemoderivados ao longo desses 25 anos. Essa trajetória representa uma vitória significativa para a Abrasta, para as pessoas com talassemia e para toda a sociedade organizada.

Eduardo Fróes, presidente da Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta) e pessoa com talassemia maior, compartilha esta perspectiva.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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