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São Paulo Investiga Suspeita de Ebola em Paciente do Congo

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, com sintomas compatíveis com Ebola, incluindo febre intensa. O diagnóstico ainda aguarda confirmação laboratorial. Ele viajou recentemente para seu país de origem, que enfrenta um surto da doença classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional.

Detalhes da Investigação e Estado do Paciente

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) registrou o caso neste sábado. Antes de ser transferido para o Emílio Ribas, o paciente foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Chegou à unidade de referência em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, necessitando de intubação. Diante dos sintomas compatíveis com febres hemorrágicas virais, foram adotadas as medidas previstas no Plano de Contingência Nacional, incluindo isolamento e início da investigação epidemiológica e laboratorial.

Protocolos e Vigilância em São Paulo

A análise do caso suspeito é realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP). Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da SES-SP, ressalta que o caso está em investigação e que os protocolos vigentes, como isolamento, notificação imediata e monitoramento, foram aplicados. No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento, e o Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e diagnóstico diferencial.

Avaliação de Risco e Transmissão da Doença

A secretaria estadual avalia o risco de introdução do Ebola no Brasil e na América do Sul como muito baixo. Fatores considerados incluem a ausência histórica de transmissão autóctone no continente, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul, e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.

Sintomas e Evolução Clínica

A transmissão da doença ocorre somente após o início dos sintomas, que incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias.

Vacinas e Tratamentos Atuais

Segundo a SES, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto atual. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para essa variante. A OMS anunciou que há tratamentos e vacinas em teste contra a doença.

Monitoramento Nacional

O Ministério da Saúde mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico internacional e reforça a orientação aos serviços de saúde de todo o país para identificação precoce e manejo adequado de casos suspeitos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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