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Saúde Pública: Vapes Superam Cigarro Convencional em Risco e Desafiam o Combate ao Tabagismo

Uso de cigarro eletrônico pode ser ainda pior do que o convencional, segundo pesquisas  (master...

O debate sobre a epidemia de tabagismo no Brasil ganha novos contornos com a ascensão dos cigarros eletrônicos, ou vapes. No Olhar da Saúde Cast, a cardiologista Jaqueline Scholz, especialista em tratamento do tabagismo do Instituto do Coração (InCor), e o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, abordam a urgência de combater essa nova ameaça à saúde pública.

Vapes: A Nova Fronteira do Risco à Saúde

Embora o Brasil tenha sido referência no controle do cigarro convencional, os vapes representam uma ameaça subestimada. Segundo a Dra. Scholz, esses dispositivos entregam nicotina em concentrações alarmantes, frequentemente superiores às do cigarro tradicional. Isso causa danos rápidos e significativos aos sistemas cardiovascular e pulmonar, inclusive em jovens que nunca tiveram contato prévio com o tabaco.

Tabagismo: Uma Dependência Que Exige Tratamento Médico

A especialista desmistifica a ideia de que o tabagismo se resolve apenas com força de vontade, enfatizando que se trata de uma dependência química e comportamental complexa. O tratamento é fundamental para a recuperação.

Técnica Inovadora no InCor: 'Fumar Restrito'

Uma técnica desenvolvida no InCor, chamada 'fumar restrito', auxilia na quebra das associações comportamentais do vício, como fumar em momentos específicos (ao beber café ou dirigir). Essa abordagem é aliada ao suporte medicamentoso para a estabilização do humor, oferecendo uma via eficaz para a cessação.

Prevenção de Doenças Cardiovasculares e Qualidade de Vida

A cardiologista condena a falácia de que os vapes seriam uma opção menos danosa, reforçando que a regulamentação não os torna inofensivos. Ela destaca a importância de outras medidas de proteção cardiovascular, como a vacinação e uma abordagem multidisciplinar para a prevenção de doenças. A cessação do tabagismo, independentemente da idade ou tempo de uso, é a medida de maior impacto para recuperar a longevidade e a qualidade de vida.

A conclusão reforça que o tratamento médico adequado e baseado em evidências é a única forma eficaz de vencer essa 'doença negligenciada', que continua a causar sofrimento a milhões de famílias no Brasil e no mundo.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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