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Saúde: Zinco Quelado – Guia Essencial sobre Suplementação e Benefícios

Maioria dos suplementos de zinco são quelatados (Alexander Grey/Unsplash)

O zinco é um mineral vital para a saúde humana, reconhecido por sua participação em inúmeras funções orgânicas. Diferentemente de outros nutrientes, o zinco não é produzido pelo corpo, exigindo que sua obtenção ocorra exclusivamente através da alimentação. Para indivíduos que não conseguem atingir os níveis adequados apenas com a dieta, a suplementação surge como alternativa, gerando frequentemente dúvidas sobre as diferentes formas disponíveis, como o zinco quelato.

Compreendendo o Zinco Quelato e Suas Variações

O termo 'quelato' refere-se a um mineral que passou por um processo de 'revestimento' orgânico, geralmente com ácidos ou aminoácidos. Essa ligação tem como objetivo principal otimizar a absorção do mineral pelo organismo. Muitos suplementos de zinco no mercado são, tecnicamente, quelatos, mesmo que não carreguem esse nome explicitamente. Exemplos comuns incluem o picolinato de zinco, gluconato de zinco e citrato de zinco, todas formas quelatadas que se diferenciam pelo tipo de substância ligada à molécula.

Ao contrário das formas inorgânicas, como o sulfato de zinco ou óxido de zinco, as versões quelatadas são geralmente mais bem absorvidas e tendem a provocar menos efeitos colaterais, embora sejam mais dispendiosas. É crucial notar que, mesmo entre os zincos quelatos, a biodisponibilidade, solubilidade e a concentração do mineral podem variar significativamente dependendo do tipo específico e da marca. Por essa razão, a consulta a um profissional de saúde é indispensável para a escolha adequada.

Indicações para a Suplementação com Zinco Quelato

A suplementação de zinco, assim como a de qualquer nutriente, deve ser considerada apenas quando a ingestão dietética não é suficiente para atender às necessidades do organismo. Recomenda-se seu uso para pessoas com deficiência comprovada do mineral ou que apresentem problemas de absorção.

Situações que podem demandar a suplementação incluem: doenças subjacentes que afetam a absorção (como a doença de Crohn), restrições alimentares específicas (dietas veganas ou vegetarianas), avançar da idade, ou períodos que exigem maior demanda nutricional, como a gestação. Nesses cenários, o zinco quelato é frequentemente recomendado devido à sua elevada biodisponibilidade e menor incidência de efeitos adversos.

É fundamental ressaltar que tanto a deficiência quanto o excesso de zinco podem ser prejudiciais à saúde. O uso inadequado ou a dosagem excessiva do mineral pode levar à toxicidade. Portanto, a suplementação deve ser sempre realizada sob orientação e acompanhamento de um profissional de saúde, com monitoramento regular dos níveis sanguíneos e eventuais sintomas.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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