Jaqueline: Sim. Eu era louca para ser mãe, e engravidei do meu primeiro filho. Mas, aos três meses de gestação, perdi o bebê. Me senti tão impotente. Eu pensava, gente, o que eu fiz de errado? Será que eu comi algo que não devia? Será que eu tomei algum remédio? Você se culpa… Minha cabeça virou um turbilhão. Foi um período muito doído, triste e complicado. Mas daí, o Zé Roberto [Guimarães, técnico da seleção de volei feminino na época] me convocou para a seleção olímpica, mesmo eu estando sem time. Ele acreditou em mim. Voltei para o time e me tornei a melhor jogadora da final das Olimpíadas. Voltei bicampeã olímpica. E em 2013, veio mais uma medalha que foi meu filho, Paulo Arthur [hoje com 12 anos]. Então foi tudo, sabe, do jeitinho que Deus quis, no tempo certo.







