Para Anderson, a maior parte do trabalho é impregnada de luta e obsessão. Seu pai, Willie, foi capitão da seleção irlandesa de rúgbi e Anderson o vê como uma figura de pura força de vontade. “Meu pai vem de uma fazenda leiteira e decidiu bem tarde, entre os 18 e os 20 anos, que queria ser jogador de rúgbi. Ele jogou quando o rúgbi não era profissionalizado: se você ganhasse uma partida, recebia uma libra”, conta Jonathan. Seu irmão, Thomas, também é jogador de rúgbi. “Ao ver a relação do meu irmão com meu pai e a competitividade, eu sempre pensava: ainda bem que não entrei no rúgbi!” E, ainda assim, crescendo em Magherafelt, uma pequena cidade da Irlanda do Norte, sendo rejeitado pela faculdade de moda que seria sua primeira escolha, ele assumiu um manto psíquico semelhante. “Sempre atuei na vida como um azarão e, se não estou com essa sensação, construo um ambiente ao meu redor para sentir que preciso provar algo”, diz Anderson (que brincou comigo dizendo que não faz terapia porque resolve suas questões conversando com jornalistas). A direção criativa da Dior não é um cargo que muitos considerariam uma posição de azarão, mas Anderson sente que compete, em desvantagem, com aqueles que vieram antes. “Tantos designers amados fizeram isso, e as pessoas sempre vão amar o designer do seu período. Alguém como John Galliano foi um gênio no que conquistou na Dior: ele quebrou a espinha dorsal. Mas era um momento muito diferente.”









