• BNDES e ABDE Lançam Observatório do Crédito para Desenvolvimento Econômico e Transparência de Políticas Públicas

      O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em colaboração com a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), inaugurou o Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD). Esta nova plataforma, apresentada em Brasília, tem como objetivo principal centralizar e tornar públicos dados de recursos do crédito direcionado no Brasil.

      A iniciativa visa proporcionar uma base sólida para a análise dos impactos econômicos e sociais gerados por essas operações de crédito, além de subsidiar a elaboração e o aprimoramento de políticas públicas. A capacidade de avaliar efeitos como a geração de emprego e renda, e até mesmo a redução nas emissões de gases de efeito estufa, é um diferencial da ferramenta.

      Entenda o Crédito Direcionado

      De acordo com a definição do Banco Central, o crédito direcionado engloba operações financeiras regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ou vinculadas a recursos orçamentários específicos. Sua aplicação primordial é o financiamento da produção e do investimento de médio e longo prazos em setores estratégicos, como o imobiliário, rural e de infraestrutura. As principais fontes de recursos para essas operações incluem parcelas de depósitos à vista, da caderneta de poupança, bem como fundos e programas públicos.

      Função Estratégica e Metodologias

      O Observatório se propõe a estruturar metodologias avançadas, capazes de mensurar de forma precisa os efeitos econômicos, sociais e ambientais do crédito. Isso permitirá um monitoramento contínuo da eficiência dos investimentos e oferecerá um apoio crucial à tomada de decisão por parte de formuladores de políticas e órgãos reguladores, promovendo um debate técnico-científico de alto nível fundamentado em dados concretos.

      Desenvolvimento e Cronograma do Observatório

      O BNDES será o responsável pelo financiamento do OCD durante seus primeiros 12 meses, com a expectativa de que outras instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF) venham a participar. A plataforma será desenvolvida a partir de uma parceria entre a ABDE e uma instituição de ensino superior a ser definida, que prestará apoio técnico-científico na curadoria de dados e na elaboração de metodologias. A formalização desta colaboração está prevista para maio de 2026, com o início das atividades técnicas nos meses subsequentes e as primeiras publicações esperadas ainda para o mesmo ano.

      Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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