• Trump diz que líderes do Líbano e de Israel podem se reunir na Casa Branca

      O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira (16), que a perspectiva de uma reunião na Casa Branca entre Israel e Líbano é “muito empolgante”, expressando otimismo de que os dois lados possam chegar a um acordo de paz.

      “Acho que teremos uma reunião”, disse ele a repórteres, acrescentando que ela poderia acontecer na Casa Branca “na próxima semana ou nas próximas duas semanas”.

      A reunião, segundo ele, seria a primeira em 44 anos.

      O convite de Trump veio logo após Israel e Líbano concordarem com um cessar-fogo de 10 dias, que ele chamou de “um ótimo pacote para cerca de uma semana”.

      Se os dois países chegarem a uma trégua permanente, Trump disse que o acordo incluiria o Hezbollah.

      “Acho que teremos um acordo com o Líbano, e eles vão cuidar do Hezbollah”, disse ele, acrescentando que estaria aberto a visitar o Líbano “no momento certo”.

      Hezbollah respeitará cessar-fogo se Israel não atacar, diz autoridade à CNN

      O Hezbollah respeitará o cessar-fogo com Israel caso os ataques israelenses cessem, declarou à CNN o parlamentar Ibrahim Moussawi, um dos principais integrantes do grupo libanês.

      De acordo com publicação de Donald Trump, que anunciou a pausa nos combates, o cessar-fogo entrará em vigor às 18h desta quinta-feira (16), no horário de Brasília.

      “Enquanto as forças de ocupação israelenses cessarem a agressão e não violarem o cessar-fogo, nós nos comprometemos com ele. O cessar-fogo deve abranger todo o território libanês, restringir seus movimentos e servir como ponto de partida para a retirada israelense do território libanês”, afirmou Moussawi.

      Moussawi pontuou que o Irã havia informado os dirigentes do Hezbollah sobre o cessar-fogo antes do anúncio.

      Irã exige que Israel pare de atacar o Líbano, sendo essa uma condição prévia para um acordo que ponha fim à guerra com os Estados Unidos. Essa exigência gerou críticas do governo libanês, que acusa o regime iraniano de violar sua soberania e de negociar “em seu nome”.

      O governo do Líbano, que prometeu desarmar o Hezbollah, realizou na terça-feira (14) conversas de mais alto nível com autoridades israelenses, mas insiste em um cessar-fogo como condição prévia para novas negociações.

      O Hezbollah afirmou que se opõe às negociações entre os dois países. “Deixamos bem claro que rejeitamos qualquer negociação direta entre os dois lados”, disse Moussawi à CNN.

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