• Empresa de ônibus investigada por elo com PCC era ‘hub’ da facção; entenda

      A empresa de ônibus Transunião, alvo da Operação Última Parada, funcionava como uma espécie de centro de operações financeiras para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

      Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (25), Gakiya afirmou que as investigações identificaram a utilização da empresa de transporte Transunião em operações de lavagem de dinheiro envolvendo diferentes criminosos ligados à facção.

      “Eu posso considerar talvez uma espécie de hub. A Transunião foi uma espécie de hub utilizada inclusive para lavagem de dinheiro de outros criminosos do grupo”, afirmou o promotor.

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      Segundo ele, a empresa aparece em movimentações financeiras relacionadas a investigados citados em outras operações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

      Entre os nomes mencionados estão operadores financeiros ligados à facção e pessoas próximas a integrantes da cúpula do PCC. De acordo com Gakiya, as apurações apontam que recursos ligados à organização criminosa circulavam por meio da estrutura empresarial da companhia.

      As investigações também identificaram transações envolvendo pessoas relacionadas à família de lideranças da facção, como a de Marcola por exemplo. A suspeita é que a aquisição e exploração de ônibus tenham sido utilizadas como mecanismo para ocultar patrimônio e movimentar recursos ilícitos.

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      “Normalmente é esse o modus operandi. Criminosos da liderança do PCC, através de familiares ou terceiros, recebem ou auferem alguma verba de fora e essas verbas são oriundas de ônibus que eles adquiriram”, afirmou o promotor.

      Segundo os investigadores, a análise do material apreendido na operação poderá esclarecer a dimensão da participação de integrantes da facção nos negócios da empresa.

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      Para o Ministério Público, os elementos reunidos até o momento indicam que a Transunião não servia apenas aos interesses de um único grupo criminoso, mas funcionava como uma plataforma utilizada por diferentes integrantes da organização para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.

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