A Marinha do Brasil lançou a Fragata Cunha Moreira em Itajaí (SC), um navio de guerra de alta velocidade projetado para operações de defesa e escolta. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfatizou a importância estratégica de fortalecer a defesa do país contra potenciais ameaças externas.
Declarações do Presidente Lula sobre Soberania e Defesa
Durante a cerimônia, Lula declarou que, embora não deseje conflitos, é fundamental que o Brasil esteja preparado. Ele alertou para a instabilidade global, citando exemplos de ambições territoriais de outras nações, e ressaltou a necessidade de o país cuidar de sua própria segurança.
O presidente descreveu a fragata como um símbolo tangível da soberania nacional, afirmando que ela representa o início de um país que assume seu direito de autonomia e preparação. Ele também defendeu a implementação de um projeto estratégico de defesa, considerando o cenário global atual como o de maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial. O objetivo é assegurar a capacidade de defender os 8,5 milhões de quilômetros quadrados e os 215 milhões de habitantes do Brasil.
A Fragata Cunha Moreira e o Programa de Construção Naval
A Fragata Cunha Moreira foi construída integralmente no Brasil, em Itajaí, empregando mão de obra nacional e tecnologia transferida. Ela integra a Classe Tamandaré, que já conta com outras duas fragatas lançadas, a “Tamandaré” e “Jerônimo de Albuquerque”, e tem uma quarta, “Mariz e Barros”, em fase de construção.
Com 107 metros de comprimento, a Fragata Cunha Moreira é capaz de atingir uma velocidade de 25 nós (aproximadamente 47 km/h). Equipada com convoo, hangar para helicóptero, radares, sensores e armamentos, possui um deslocamento de até 3.465 toneladas, reforçando a capacidade naval brasileira.
Parceria e Visão Estratégica
O Programa Fragata Classe Tamandaré é resultado de uma parceria estratégica entre a Marinha do Brasil e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, composta pelas empresas TKMS, Embraer e Atech, com gerenciamento da Emgepron. O Comandante da Marinha, Marcos Olsen, destacou a centralidade do poder naval como pilar para a proteção de recursos, fluxos logísticos e como instrumento de resposta estatal diante das disputas e mobilizações navais na conjuntura internacional.









