A capital da Ucrânia, Kiev, foi alvo de um ataque russo com mísseis na madrugada desta segunda-feira (6), no horário local.
Segundo autoridades, um prédio residencial foi atingido e moradores podem estar presos sob os escombros da estrutura gravemente danificada.
Testemunhas da Reuters relataram uma série de explosões na capital ucraniana e nos arredores da cidade. Os sistemas de defesa aérea também estavam em ação para interceptar drones russos.
De acordo com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, o edifício atingido fica no histórico distrito de Podil, próximo ao centro da cidade.
“As pessoas estão presas entre o sétimo e o nono andares”, disse Klitschko.
O prefeito também informou que destroços de drones caíram sobre um segundo prédio residencial na mesma região e em outros distritos da cidade, que tem cerca de 3 milhões de habitantes.
O ataque ocorre poucos dias após outro bombardeio de grande escala contra Kiev. Na quinta-feira, ao menos 30 pessoas morreram na capital ucraniana depois que a Rússia lançou centenas de drones e dezenas de mísseis contra a cidade.
Rússia X Ucrânia
Neste domingo (5), o governo russo declarou que a Ucrânia rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário na cidade de Kostiantynivka, no leste do país, que permitiria a entrega dos corpos de soldados ucranianos mortos.
Segundo o Ministério da Defesa russo, Kiev se recusou a interromper os bombardeios na região para viabilizar a transferência dos corpos.
Na sexta-feira, comandantes militares russos informaram ao presidente Vladimir Putin que as forças de Moscou haviam assumido o controle de Kostiantynivka. O governo ucraniano negou a informação e destacou que suas tropas permanecem na cidade.
Considerada estratégica na campanha militar russa na região de Donetsk, Kostiantynivka foi alvo de uma proposta de cessar-fogo de seis horas para esta segunda-feira (6), conforme Moscou, com o objetivo de facilitar a entrega dos corpos dos militares ucranianos.
A Rússia afirmou ainda que estabeleceu prazo até as 9h (GMT) deste domingo para que Kiev respondesse à proposta.
O Ministério da Defesa e o Estado-Maior da Ucrânia não responderam imediatamente a um pedido de comentário enviado por e-mail.
Com informações da Reuters









