A mãe de Oliver Tree emocionou o público ao prestar uma homenagem comovente ao filho durante a cerimônia que celebrou sua vida, realizada no Quarry Amphitheater, em Santa Cruz, na Califórnia, no último sábado (25.07). Em um discurso repleto de lembranças, Christine Begin Nickell recordou a infância do cantor, falou sobre sua trajetória artística e revelou como foi a última conversa que teve com ele poucas horas antes do acidente de helicóptero que matou o músico e outras cinco pessoas, em junho.
Ao iniciar sua fala, Christine voltou ao nascimento de Oliver e explicou que escolheu um nome que transmitisse estabilidade e força. No entanto, segundo ela, desde muito pequeno o filho demonstrava que desejava explorar o mundo e viver grandes aventuras. “Eu queria dar-lhe raízes, mas desde o início ele queria voar.”
Ela descreveu o cantor como uma criança cheia de energia, curiosidade e espírito aventureiro, sempre pronta para descobrir novos caminhos. “Ele era uma criança doce e travessa, e era um aventureiro, o tipo de criança que queria correr, explorar e não olhar para trás.”
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Em outro momento, a mãe relembrou um hábito curioso da infância do artista, que, segundo ela, já demonstrava sua ligação precoce com a música. Christine contou que Oliver costumava acordar antes de toda a família apenas para cantar pelos corredores da casa. “Quando Oliver era bem pequeno, ele acordava antes do amanhecer, se acomodava no corredor ao lado dos quartos e cantava.”
Apesar de admitir que as apresentações matinais interrompiam o sono da família, ela hoje enxerga aqueles momentos como os primeiros passos da carreira musical do filho. “Embora fosse uma maneira adorável de acordar, aqueles anos foram exaustivos, e o sono era precioso. Olhando para trás agora, percebo que aquelas apresentações matinais tranquilas foram seus humildes começos musicais.”
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Christine também refletiu sobre a personalidade determinada de Oliver e contou que ele sempre demonstrou vontade de conquistar seus próprios objetivos sem depender de ninguém.
“Oliver cresceu com fome, não de comida, mas de algo mais. Não lhe dávamos tudo o que ele queria quando criança. Ele tinha que conquistar as coisas. Mas essa fome se tornou combustível, e ele decidiu desde cedo que iria sair e conseguir o que queria por si mesmo.”
Durante a homenagem, ela não escondeu que o filho enfrentou momentos difíceis na adolescência. Segundo Christine, Oliver precisou lidar com o luto pela morte do primo Wayne e acabou se envolvendo com drogas durante esse período delicado da vida.
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A mãe, porém, destacou que o artista conseguiu mudar completamente sua história ao decidir abandonar o vício ainda aos 17 anos e dedicar todas as suas energias à música. “Aos 17 anos, ele se afastou das drogas e se dedicou à música, um amor que o acompanhava desde jovem, mas que agora se tornara uma busca séria.”
Ela explicou que, a partir desse momento, o cantor criou toda a identidade artística que o tornaria conhecido mundialmente. “Assim que descobriu a música, ele criou uma persona, um pseudônimo, um mundo inteiro em torno dela, e mergulhou completamente nisso.”
Um dos trechos mais emocionantes do discurso aconteceu quando Christine relembrou a última conversa que teve com o filho. Segundo ela, um dia antes da tragédia enviou uma mensagem perguntando como estava a promessa que ele havia feito de parar de fumar durante a turnê.
“Mandei uma mensagem para Oliver um dia antes de ele falecer, perguntando como estava indo sua tentativa de parar de fumar, já que ele havia prometido que pararia quando estivesse em turnê.
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A resposta veio de forma bem-humorada. De acordo com Christine, Oliver ligou imediatamente por vídeo e fez uma brincadeira. “Ele me filmou imediatamente pelo FaceFilm e soltou uma baforada enorme de fumaça de cigarro no meu rosto.”
Apesar da brincadeira, a mãe fez questão de destacar que o filho estava vivendo um dos momentos mais felizes de sua vida. “Mas ele estava tão feliz e empolgado com a vida naquele dia.”
Ela contou ainda que Oliver revelou os planos para o dia seguinte, quando faria um passeio de helicóptero ao lado de amigos para produzir músicas e gravar conteúdos para o TikTok. “Ele nos contou que no dia seguinte faria um passeio de helicóptero até uma casa no topo de uma montanha para fazer música e vídeos para o TikTok com seus amigos.”
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Segundo Christine, o cantor tinha uma filosofia muito própria de viver intensamente cada momento. “Ele adorava ter dias épicos, cada um mais memorável que o anterior.”
A mãe também agradeceu o carinho recebido pela família desde a morte do artista e afirmou que o apoio dos fãs foi essencial para enfrentar o luto. “A enorme demonstração de amor e apoio desde a morte de Oliver tem sido uma profunda fonte de conforto. Testemunhei a humanidade em sua melhor forma.”
Ao encerrar a homenagem, Christine revelou que pretende realizar um dos maiores sonhos deixados por Oliver: a criação da fundação Dr. Oliver Tree’s Extremely Epic Art Grant for Baby Geniuses, além de um museu dedicado ao legado artístico do cantor. “Vamos cumprir os desejos dele da melhor maneira possível.”
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Ela acredita que concretizar esses projetos ajudará a manter viva a memória do filho e incentivará novos talentos. “Acredito que esta será uma experiência catártica para mim e, nos próximos anos, espero ouvir as histórias de como a Bolsa Oliver ajudou a lançar as carreiras de artistas emergentes. E, enquanto isso, o show deve continuar.”
Oliver Tree morreu aos 32 anos, em 14 de junho, após um acidente de helicóptero no Brasil que também vitimou outras cinco pessoas. A cerimônia em sua homenagem reuniu familiares, amigos e personalidades como Logan Paul, Ethan Klein, Diplo e Aaron Mercury, que também prestaram tributos ao artista.
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