A disputa judicial envolvendo Justin Baldoni e o The New York Times ganhou um novo capítulo. O Wayfarer Studios, produtora ligada ao ator e diretor, foi condenado pela Justiça de Nova York a pagar uma indenização superior a R$ 900 mil (US$ 171 mil) ao jornal após perder uma ação por difamação movida contra a publicação.
A decisão foi tomada pelo juiz Gerald Lebovits, da Suprema Corte de Nova York, que determinou o pagamento de R$ 909 mil (US$ 171.616,20) ao veículo de comunicação. O valor corresponde aos custos legais do jornal após a vitória em um processo baseado na legislação anti-SLAPP do estado, criada para proteger a liberdade de expressão e impedir ações consideradas tentativas de silenciar manifestações públicas.
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O caso teve origem após uma reportagem publicada pelo The New York Times em dezembro de 2024, intitulada “Podemos enterrar qualquer um: por dentro de uma máquina de difamação em Hollywood”. A investigação abordava as acusações feitas por Blake Lively contra Baldoni e outros envolvidos na produção do filme “It Ends With Us”, incluindo alegações de assédio sexual e retaliação no ambiente de trabalho.
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Após a decisão judicial, o The New York Times comemorou o resultado e afirmou que a legislação anti-SLAPP cumpriu seu objetivo ao impedir um processo que, segundo o jornal, buscava limitar a atuação da imprensa.
“Estamos muito satisfeitos com a decisão do tribunal. A lei anti-SLAPP foi criada para combater exatamente esse tipo de processo sem fundamento movido para silenciar a imprensa.”
O processo contra o jornal havia sido apresentado pela Wayfarer Studios em janeiro de 2025, após a empresa alegar que a publicação havia prejudicado sua imagem por meio da cobertura do caso envolvendo o longa-metragem.
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Em junho de 2025, o juiz federal Lewis J. Liman já havia rejeitado todas as acusações feitas contra o The New York Times, encerrando a tentativa da produtora de responsabilizar o veículo pelas reportagens. Após essa decisão, o jornal entrou com uma nova ação em Nova York para recuperar os gastos com sua defesa jurídica.
Na decisão divulgada nesta segunda-feira (27.07), Lebovits afirmou que o processo da Wayfarer estava relacionado a uma reportagem sobre um tema de interesse público e avaliou que as alegações apresentadas pela empresa não possuíam base suficiente na legislação e nos fatos.
“A ação federal subjacente surgiu da cobertura midiática divulgada publicamente… sobre um processo judicial movido por uma atriz de destaque”, escreveu o magistrado, destacando que o conteúdo envolvia “assuntos de interesse público”.
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O juiz também rejeitou o pedido da produtora para interromper o andamento do processo enquanto aguardava uma possível tentativa de recurso. Segundo ele, o acordo firmado entre as partes em maio de 2026 já previa o encerramento da disputa e a renúncia ao direito de apelação.
Inicialmente, o The New York Times havia solicitado uma quantia maior, de aproximadamente R$ 962 mil (US$ 181.622,70), referente aos honorários advocatícios gastos durante a defesa. No entanto, o juiz reduziu o valor final por entender que parte dos serviços jurídicos realizados após o encerramento do processo federal não poderia ser incluída na cobrança.
A batalha judicial começou depois que Blake Lively, de 38 anos, entrou com uma ação contra Justin Baldoni, de 42, a Wayfarer Studios e outros envolvidos na produção de “It Ends With Us”. A atriz alegou ter sofrido assédio sexual e retaliação durante as gravações do filme.
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Baldoni negou as acusações e também entrou com processos contra Lively, o marido dela, Ryan Reynolds, a assessora de imprensa Leslie Sloane e o próprio The New York Times. Posteriormente, todas essas ações foram arquivadas.
Em maio de 2026, as partes chegaram a um acordo e decidiram encerrar os processos restantes, colocando fim à disputa antes que o caso chegasse a julgamento. Até o momento, representantes da Wayfarer Studios não haviam se manifestado sobre a nova decisão judicial.
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