O Aeroporto Internacional de Nashville, no Tennessee, pode em breve ganhar o nome de Dolly Parton. A Autoridade Aeroportuária Metropolitana de Nashville aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (11.09), o início do processo para homenagear a cantora, considerada um dos maiores nomes da música country.
A decisão foi tomada por 6 votos a 0 e representa o primeiro avanço oficial para alterar o nome do principal aeroporto da capital do Tennessee em homenagem à artista, que morreu aos 80 anos, em 25 de agosto.
A votação, no entanto, não determina imediatamente qual será o novo nome do terminal. O conselho apenas modificou a política de nomenclatura que estabelecia um prazo de dois anos após a morte de uma personalidade antes que uma instalação pudesse receber seu nome.
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Segundo a autoridade, a alteração é apenas o “primeiro passo em um processo multifacetado” para definir como o legado da cantora será incorporado ao aeroporto.
“Embora o nome final ainda não tenha sido definido, estamos trabalhando em estreita colaboração com as partes envolvidas para determinar cuidadosamente como o nome e o legado de Dolly Parton serão incorporados”, diz um comunicado à imprensa divulgado na sexta-feira pelo Aeroporto Internacional de Nashville (BNA). “Esperamos compartilhar mais detalhes assim que os planos forem finalizados.”
Campanha ganhou força após morte da cantora
A possibilidade de batizar o aeroporto em homenagem a Dolly Parton não surgiu apenas após sua morte. Uma petição criada no Change.org por dois moradores do Tennessee, em janeiro de 2025, já defendia a mudança.
Na época, a iniciativa apareceu como reação a uma proposta para que o aeroporto recebesse o nome do presidente Donald Trump. Após a morte de Dolly, porém, a campanha ganhou força rapidamente. Apenas três dias depois do falecimento da artista, a petição já havia ultrapassado 150 mil assinaturas.
A mobilização também chamou a atenção de pessoas próximas à cantora. Sheryl Crow, uma das colaboradoras de Dolly, manifestou apoio à iniciativa em uma publicação no Instagram feita em 25 de agosto, ao lado de Katie Couric.
Crow, de 64 anos, e Emmylou Harris trabalharam com Dolly Parton na música “You’re No Good”, lançada pela cantora em 2023.
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Governador apoia homenagem
Poucos dias depois da morte da artista, o governador do Tennessee, Bill Lee, também declarou apoio à possibilidade de mudança do nome do aeroporto.
Em um comunicado conjunto divulgado em 28 de agosto com o Aeroporto Internacional de Nashville (BNA), o gabinete do governador afirmou: “Em um lugar onde o Tennessee acolhe o mundo, é apropriado que o Aeroporto Internacional de Nashville leve o nome da filha mais querida do nosso estado e receba os viajantes com o legado duradouro da música, generosidade, fé e bondade de Dolly.”
Ainda não foi definido se o aeroporto manterá a sigla BNA. O código faz referência a Berry Field Nashville e está ligado ao Coronel Harry Smith Berry, veterano do Exército dos Estados Unidos nas duas Guerras Mundiais e natural do Tennessee, que teve participação na criação do aeródromo.
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Mudança pode custar milhões
Uma estimativa apresentada no ano passado, quando o estado discutia a possibilidade de alterar o nome do aeroporto, apontava que a mudança poderia custar cerca de R$ 53,7 milhões (US$ 10 milhões) à autoridade aeroportuária. Desse montante, aproximadamente R$ 18,8 milhões (US$ 3,5 milhões) seriam destinados especificamente à infraestrutura e à substituição de placas e sinalizações.
A maior parte dos recursos seria financiada pela própria autoridade aeroportuária, que obtém receita por meio de tarifas de pouso, estacionamento, taxas de terminal e concessões comerciais.
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A ligação de Dolly com Nashville
Dolly Parton nasceu e cresceu em uma família humilde em uma pequena cabana de madeira de apenas um cômodo nas Great Smoky Mountains, nos arredores de Sevierville, no Tennessee.
Depois de concluir o ensino médio, a artista se mudou para Nashville, cidade que se tornaria fundamental para sua trajetória profissional e pessoal. Foi na capital do estado que ela construiu sua carreira na música e conheceu Carl Dean, seu marido, que morreu em 2025.
Os dois mantiveram uma vida pessoal discreta durante décadas e dividiram uma propriedade em Brentwood, nos arredores de Nashville. A região se tornou o lar do casal e marcou parte da trajetória da artista longe dos holofotes.
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