Em sua segunda coleção à frente da Balmain, Antonin Tron coloca a sensualidade no centro do verão 2027. O corpo aparece em drapeados que acompanham a silhueta, vestidos de lingerie, tops de sutiã, corsets, transparências e superfícies brilhantes, em uma proposta de glamour mais adulto, cinematográfico e provocante.
A coleção parte de dois universos que, à primeira vista, parecem distantes: a herança couture de Pierre Balmain, com seus bordados, aplicações, animal prints e drapeados exuberantes, e o imaginário da Califórnia dos anos 60 e 70, de Joshua Tree a Laurel Canyon, marcado pela psicodelia, pelo rock e por uma ideia de liberdade. Rendas que reproduzem texturas de peles animais e uma onça bordada em paetês aparecem entre os elementos que atualizam esse diálogo com o universo animal.
A alfaiataria também ganha espaço, com a clássica jaqueta aviador, um ícone dos anos 1970 da maison, revisitada ao lado de casacos oversized, calças longas e esguias e blazers de ombros marcados. Estampas de cobra e tricôs transparentes acrescentam textura à silhueta, enquanto a cartela passa pelo marfim luminoso, preto, cinza mineral e tons de cobre, dourado, laranja e amarelo-pálido, inspirados no céu da Costa Oeste ao amanhecer e ao entardecer.
Até o cenário do desfile carrega uma conexão com a história da casa: o Hôtel de Maisons, no 7º arrondissement de Paris, foi residência de Karl Lagerfeld, que trabalhou para a Balmain nos anos 1950. Para Tron, o endereço funciona como uma ponte entre o passado da casa e sua visão para o futuro.









