Em sua 6ª coleção à frente da Balenciaga, Pierpaolo Piccioli avança ainda mais em sua identidade própria, com um desfile com menos rastros de seu antecessor, Demna. Como não poderia ser diferente, tratando-se do italiano, na passarela chamam a atenção os vestidos dramáticos, ora em tecidos transparentes, ora em materiais fluidos que criam volume.
Essas construções também aparecem em peças mais “dia a dia”, sejam vestidos curtos, calças cargo com silhuetas arredondadas, jeans, camisetas ou jaquetas bomber com silhueta casulo. Tudo isso é fruto de um estudo do estilista para trazer processos de construção da alta-costura para roupas mais casuais. Uma técnica de costura empregada pela primeira vez na Balenciaga em uma coleção de couture de Pierpaolo é responsável por criar esses volumes esculturais nas peças de prêt-à-porter.
No centro da apresentação, uma obra da artista francesa Aude Franjou, batizada de Les Coraux de la Liberté (As Colinas da Liberdade, em tradução livre), dá nome também à coleção e representa, para o estilista, a compreensão dos ateliês de alta-costura não apenas como uma estrutura, mas como um ecossistema vivo — não há ponto sem nó!









