Os bastidores políticos do Corinthians continuam fervendo. Nesta quarta-feira (19), torcedores organizados da equipe marcaram presença na porta do Ministério Público de São Paulo, em ato simbólico para pedir intervenção judicial no clube.
De acordo com nota oficial divulgada pelas torcidas organizadas, o ato serviu para “manifestar apoio ao trabalho do Ministério Público e requerer a imediata efetivação da intervenção judicial no clube, com a torcida ao lado do MP nessa luta”.
Os promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal, do Ministério Público de São Paulo, deram detalhes do inquérito que está em andamento. Eles afirmaram que as manifestações dos torcedores dão ainda mais legitimidade para as investigações, mas ressaltaram que a apuração não sofrerá influências externas.
“É um termômetro muito interessante para avaliarmos o impacto que isso causa na sociedade e na torcida corintiana. Principalmente, para frisar a nossa legitimidade, para demonstrar que nós podemos fazer essa investigação e mostrar que isso interessa a um número gigantesco de pessoas”, afirmou Luiz Ambra Neto em entrevista coletiva na sede do MP.
“Não é possível, neste momento, reportar o que temos de apuração. Se já tivesse concluído, certamente iríamos nos manifestar, seja para um lado, seja para outro. Não podemos fazer esse juízo de valor, nem divulgar o que temos de informações”, prosseguiu o promotor.
“Para efeito prático, (o ato) não interferiu na nossa investigação. A transparência é importante em um caso como esse. Sabemos de toda a aflição da torcida com essa situação que está acontecendo”, disse André Pascoal.
Os promotores também foram questionados sobre o desenrolar das investigações neste segundo semestre. O Corinthians tem eleição presidencial prevista para o fim do ano. Mais uma vez, eles enfatizaram o caráter independente do inquérito.
“Não há qualquer possibilidade de fazermos juízo de valor em relação a esta situação. A nossa atuação não tem o menor caráter político. Teremos uma atuação absolutamente técnica. E se eventualmente essa apuração, que é complexa, for concluída antes, e caso entendamos que é caso de uma ação judicial, para intervenção judicial, pode ser antes. Mas não há certeza que haverá essa ação, depende de nossa apuração, e também não há certeza quanto ao momento”, afirmou Luiz Ambra.
Caso o MP faça o pedido por uma intervenção, a Justiça é a responsável por autorizar ou não a medida, assim como definir o interventor, acompanhar os processos e determinar o prazo da ação.









