Quem é Michelle Bachelet, candidata a secretária-geral da ONU?

O Brasil anunciou apoio à candidatura de Michelle Bachelet para a Secretaria Geral da ONU. A indicação da ex-presidente aconteceu em conjunto com Chile e México.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na rede social X que o apoio à candidatura de Bachelet é uma “honra”.

A próxima liderança da ONU assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027, com mandato de cinco anos.

Saiba mais sobre quem é Michelle Bachelet na matéria abaixo.

Quem é Michelle Bachelet?

Michelle Bachelet Jeria nasceu em 29 de setembro de 1951, em Santiago, capital do Chile.

Começou a cursar Medicina em 1970, tendo também integrado a Juventude Socialista.

Em 1973, o pai de Bachelet, que era um general da Força Aérea chilena, foi preso e torturado por se opor ao golpe militar que colocou Augusto Pinochet no poder, de acordo com a enciclopédia Britannica. Ele acabou morrendo na prisão um ano depois.

Em 1975, Bachelet e a mãe foram presas. Após serem soltas, ambas se exilaram na Austrália, e, posteriormente, se mudaram para a Alemanha Oriental, onde Michelle aprendeu alemão e continuou seus estudos de Medicina na Universidade Humboldt de Berlim.

Ela retornou ao Chile em 1979, retomando o curso de Medicina na Universidade do Chile. Em 1982, se formou e se candidatou ao sistema público de saúde.

Bachelet é especializada em Pediatria e Saúde Pública, e integrou Comissão Nacional de Aids do Chile e foi consultora da Organização Pan-Americana da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e da Agência Alemã de Cooperação Técnica.

Ela também estudou estratégia militar na Academia Nacional de Estratégia e Políticas do Chile e no Colégio Interamericano de Defesa, nos Estados Unidos.

A vida política de Michelle Bachelet foi marcada por ineditismos. Após chefiar o Ministério da Saúde do Chile (2000-2002), se tornou a primeira mulher a exercer o cargo de ministra da Defesa (2002-2004) na América Latina.

Se candidatou à Presidência chilena pela primeira vez em 2005, vencendo o pleito e se tornando a primeira mulher a ocupar o cargo no país. Esse mandato durou de 2006 a 2010.

Michelle Bachelet fala à imprensa em Santiago, no Chile • 21 de janeiro de 2017 / Sebastián Vivallo Oñate/Agencia Makro/LatinContent via Getty Images
Michelle Bachelet fala à imprensa em Santiago, no Chile • 21 de janeiro de 2017 / Sebastián Vivallo Oñate/Agencia Makro/LatinContent via Getty Images

Como presidente, Bachelet teve que enfrentar diversas crises, como a greve de 2006, que reuniu 900 mil estudantes exigindo mudanças no sistema educacional, e o terremoto de magnitude 8,8 em 2010, que afetou grande parte do território chileno e evidenciou a falta de comunicação entre o governo e a Marinha.

Após esse período à frente do país sul-americano, foi nomeada a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres, agência dedicada à luta pelos direitos das mulheres e meninas em todo o mundo.

Em 2013, voltou a disputar a Presidência do Chile, vencendo mais uma vez e comandando o país entre 2014 e 2018.

Segundo a ONU, as principais realizações de Michelle Bachelet como presidente foram reformas na educação e na área tributária, bem como a criação do Instituto Nacional de Direitos Humanos e do Museu da Memória e dos Direitos Humanos.

Ela também criou o Ministério da Mulher e da Igualdade de Gênero e aprovou a Lei da União Civil, que concede direitos aos casais do mesmo sexo.

Em 1º de setembro de 2018, Bachelet assumiu o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

A ex-presidente deixou a posição ao final do mandato, em 2022, em um movimento que causou surpresa em muitas pessoas — alguns diplomatas esperavam que ela permanecesse à frente do órgão.

Isso aconteceu após críticas de grupos de direitos humanos e alguns países devido a uma viagem à China. De acordo com essas críticas, as condições impostas pelas autoridades chinesas não permitiam uma avaliação completa e independente da situação no país.

Entretanto, Bachelet negou que a saída do comissariado para os direitos humanos da ONU tivesse relação com o caso, destacando que queria voltar ao Chile e passar mais tempo com a família.

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