Corregedoria vai apurar aplicação de R$ 2,8 bi do TJ do Maranhão no BRB

A transferência de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais do TJ-MA (Tribunal de Justiça do Maranhão) para o BRB (Banco de Brasília) será investigada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell.

A instituição é alvo de investigação da PF (Polícia Federal) pela tentativa de compra das operações do Banco Master, envolvendo carteiras de crédito fraudulentas.

A apuração na Corregedoria ligada ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) atende a um pedido de providências solicitado pelo advogado Alex Ferreira Borralho, que atua em São Luís. O dinheiro estava depositado no Banco do Brasil.

O ministro Mauro Campbell deve solicitar à presidência do TJ-MA um relatório detalhado sobre a transação com o BRB.

O objetivo, conforme apurou a CNN Brasil, é esclarecer as razões que levaram à realização da operação, que foi pessoalmente avalizada pelo presidente do Tribunal, desembargador José Ribamar Froz Sobrinho.

Campbell também quer saber como foram conduzidas as negociações, quem propôs a transação, quem foram os responsáveis pela operação e quais as garantias envolvidas.

A transferência dos depósitos para o BRB foi confirmada pelo desembargador Froz Sobrinho em uma reunião com magistrados do Órgão Especial, no dia 28 de janeiro. O encontro ocorreu em um ambiente de forte tensão, com a decisão de Froz Sobrinho gerando desconforto entre seus colegas.

Durante a reunião, o presidente do TJ-MA explicou que a medida foi tomada de forma preventiva e que um processo administrativo foi instaurado para monitorar constantemente a capacidade técnico-financeira e operacional do Banco de Brasília.

Ele também ressaltou que a instituição mantém contrato com o Tribunal desde agosto de 2025, o qual inclui a administração dos depósitos judiciais.

Froz Sobrinho assumiu a responsabilidade pela operação. “Eu vou prestar contas ao Tribunal de Contas, ao CNJ, se for solicitado. O risco foi meu, para garantir que essa conta fosse bem remunerada”, afirmou.

Segundo ele, a transferência ao BRB resultou em um rendimento mensal de R$ 15 milhões, valor cinco vezes superior aos R$ 3 milhões pagos anteriormente pelo Banco do Brasil, de onde os recursos foram retirados.

A CNN Brasil entrou em contato com o TJ-MA, mas até o momento não obteve retorno.

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