O ministro do Interior do Uruguai, Carlos Negro, informou na quarta-feira (4) que autoridades desmantelaram uma organização que planejava um assalto a um banco do país.
O plano do grupo consistia na construção de um túnel de cerca de oito metros que conectava o sistema de esgoto diretamente à parte inferior de um banco na Cidade Velha, no centro da capital Montevidéu. Policiais e o corpo de bombeiros ainda realizam perícia no local.
Vários bancos estão localizados na área, incluindo o Banco da República, que é estatal.
A organização era composta por 11 pessoas, sete estrangeiros e cinco uruguaios. Entre eles foram identificados cidadãos brasileiros com antecedentes criminais no Brasil por crimes semelhantes contra instituições financeiras.
Autoridades do Uruguai estão em contato com oficiais da Argentina, do Brasil e do Paraguai para a identificação dos estrangeiros. Policiais informaram que alguns dos suspeitos estavam no país há pelo menos três meses, acrescentando que a fronteira com o Brasil está “vulnerável” e que alguns brasileiros entraram de forma ilegal no país.
A investigação sobre o caso teve início em setembro por conta de uma denúncia anônima sobre um local de venda de drogas. Em dezembro, os oficiais receberam uma informação sobre um possível ataque a um banco. As duas investigações se colidiram nos últimos dias, uma vez que se referiam a crimes cometidos pela mesma organização.
Em uma coletiva de imprensa, Negro informou que o grupo foi organizado para realizar “delitos de diferentes naturezas”, como tentativa de furto, associação criminosa e tráfico de drogas. “Foi uma operação que tem um componente muito específico, que é o de ter evitado o assalto que teria ocasionado duros danos, duros golpes a todo o sistema financeiro do país e, em última análise, à economia nacional”, disse.
O ministro também agradeceu o trabalho da polícia acrescentou que as autoridades fizeram operações que “deram golpes no narcotráfico em geral”.










