Jane Fonda se declara pronta para o ativismo ambiental aos 88 anos: "Vai ser um ano agitado"


Jane Fonda revelou à revista PEOPLE que está “de mangas arregaçadas” quando se trata de atuar no ativismo ambiental ao longo deste ano. Aos 88 anos, a vencedora do Oscar conversou com a revista durante a estreia do documentário Gaslit, na 41ª edição do Festival de Cinema de Santa Bárbara, na quinta-feira, (05.02). Na produção, Fonda viaja pelo Texas e Louisiana para examinar os impactos ambientais e sociais a longo prazo da expansão das exportações de gás natural liquefeito (GNL) nos Estados Unidos.
“Estou com as mangas arregaçadas e pronta para o que der e vier. Vai ser um ano agitado. É um ano crucial”, disse Fonda à PEOPLE, pouco mais de um mês após seu 88º aniversário.
Ao explicar sua motivação para participar do documentário, Fonda afirmou: “Porque este é o centro. A região do Golfo onde filmamos este documentário é o centro da crise climática.”
Jane Fonda
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“A poluição é inacreditável. Quer dizer, está destruindo as comunidades locais”, continuou. “Os índices de câncer são altíssimos. Os meios de subsistência das pessoas estão sendo destruídos por causa da poluição. Gerações de pescadores de camarão, caranguejo e ostra perderam a capacidade de sustentar suas famílias. É o lugar no mundo onde a maior destruição está acontecendo, então queremos impedir isso.”
Além da viagem pelo Golfo, Fonda também alerta para uma questão ambiental mais próxima de casa: a possível reabertura do gasoduto Sable, no condado de Santa Bárbara, na Califórnia. “Faz parte da mesma luta. E as mesmas pessoas estão tentando trazer de volta esse gasoduto que rompeu há 15 anos. Então, os moradores de Santa Bárbara podem se levantar e lutar contra isso”, afirmou à PEOPLE.
Fonda também comentou os recentes apelos do ex-presidente Donald Trump para “nacionalizar” as eleições.
Jane Fonda
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“Provavelmente haverá uma tentativa de interferir nas eleições, e todos em idade de votar precisam votar. É diferente agora do que jamais foi. Esta é uma forma de resistência. Esta é uma arma que precisamos usar agora, ou talvez não a tenhamos para usar depois. Então, eu só quero encorajar a todos: votem, tornem-se fiscais de votação para garantir que tudo esteja em ordem nos locais de votação. Votar é uma forma de resistência”, disse a atriz.
Quando questionada sobre otimismo em relação ao futuro, Fonda respondeu: “Eu sempre tenho esperança”.
“Agora, mais do que nunca, precisamos que o mundo ouça diretamente daqueles que vivenciam a crise climática em primeira mão”, comentou Katie Camosy, diretora de Gaslit, em nota à imprensa. “Gaslit é uma representação visual do movimento e das pessoas que lutam com unhas e dentes por suas vidas todos os dias. Somos profundamente gratos às comunidades do Golfo do México por sua liderança – e esperamos que as pessoas saiam do teatro indignadas e inspiradas por suas histórias.”
No documentário, Fonda conversa com trabalhadores de plataformas de petróleo, pecuaristas e outros moradores locais para abordar a expansão da indústria petrolífera e o aumento da produção de plástico.
Jane Fonda
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