Navalny foi envenenado por toxina de rã em prisão, dizem europeus

O opositor russo e crítico do governo russo, Alexei Navalny, que morreu há dois anos, foi assassinado na prisão por uma toxina letal encontrada em rãs-flecha venenosas da América do Sul, afirmaram cinco países europeus em um comunicado divulgado neste sábado (14).

Análises de amostras coletadas do corpo de Navalny “confirmaram conclusivamente a presença de epibatidina”, diz o comunicado. A substância não é encontrada naturalmente na Rússia, acrescenta.

Os cinco países — Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Holanda — afirmaram que Moscou “tinha os meios, o motivo e a oportunidade de administrar esse veneno” a Navalny enquanto ele estava detido em uma colônia penal ao norte do Círculo Polar Ártico.

Somente “o Estado russo tinha os meios, o motivo e o desrespeito ao direito internacional” para contribuir para a morte de Navalny, acrescentaram.

O anúncio foi feito durante a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, onde a morte de Navalny foi anunciada em 2024.

Na ocasião, a esposa de Navalny, Yulia Navalnaya, subiu ao palco da conferência em lágrimas e foi ovacionada de pé.

Em uma publicação na rede social X neste sábado, Yulia afirmou que “tinha certeza desde o primeiro dia de que meu marido havia sido envenenado, mas agora há provas: (o presidente russo Vladimir) Putin matou (Alexey) com uma arma química”.

“Sou grata aos países europeus pelo trabalho meticuloso que realizaram ao longo de dois anos e por descobrirem a verdade”, disse ela, acrescentando: “Vladimir Putin é um assassino. Ele deve ser responsabilizado por todos os seus crimes”.

Autoridades russas negaram repetidamente qualquer responsabilidade pela morte de Navalny.

A CNN entrou em contato com o Kremlin para obter um posicionamento.

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