• A febre dos peptídeos e os perigos das terapias que prometem benefícios milagrosos

      “Quando falamos em peptídeos, é preciso separar o joio do trigo”, pondera o endocrinologista Paulo Augusto Carvalho Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo. Existem infinitas combinações de cadeias de aminoácidos que formam diferentes peptídeos, com diferentes funções. E eles estão mais presentes na nossa rotina de saúde e bem-estar do que podemos notar: a endorfina, por exemplo, é um peptídeo produzido naturalmente pelo corpo; a insulina, usada há um século para tratar diabetes, também é um peptídeo, mas produzido em laboratório, assim como a semaglutida e o aspartame. Atualmente, os peptídeos encontram terreno fértil – e seguro – no campo da dermatologia cosmética. Alguns ativos apresentam boas evidências científicas e, quando são de procedência conhecida e recomendados por um dermatologista, não oferecem riscos. Mas é preciso desconfiar de promessas exageradas. A dermatologista Calu Franco Tebet, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que eles funcionam como bons coadjuvantes, isto é, podem ser aliados a outros tratamentos estéticos, mas sozinhos não produzem transformações abruptas. “Não existe milagre na medicina”, alerta, se referindo aos produtos injetáveis do tipo “Glow Protocol”. “Quando falamos em glow, pensamos em uma pele saudável, hidratada, iluminada. Para isso, não basta um único estímulo, mas uma série de estratégias combinadas, além de hábitos diários que envolvem sono e alimentação, por exemplo.”

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