Lula quer abordar crime organizado em reunião com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer propor uma parceria ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na batalha contra o crime organizado. Em conversa com a imprensa na madrugada deste domingo (22), em Nova Délhi, na Índia, o petista disse que vai abordar o assunto com o republicano.

“Nós ainda não tivemos uma reunião específica disso. Eu já conversei isso três vezes com o presidente Trump por telefone. Já mandei para uma relação das coisas que nós queremos fazer. Já mandamos documento da Receita Federal. Já mandamos fotografias. Já mandamos nomes de pessoas. Já criamos a nossa entidade de combate ao crime organizado e narcotráfico na fronteira no Amazonas — com participação de todos os país com fronteira com o Brasil”, disse.

“Eu disse ao presidente que estamos dispostos a trabalhar com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico, no tráfico de armas, na lavagem de dinheiro. Qualquer coisa que puder colocar os magnatas do crime na corrupção na cadeia, nós estamos dispostos a trabalhar”, afirmou.

“Esses magnatas não moram na favela, eles moram em coberturas, nos bairros mais chiques do Brasil e dos Estados Unidos. Nessa conversa com o presidente Trump, eu quero aprofundar, por isso eu vou levar minha Polícia Federal. (…) O crime organizado é uma indústria multinacional altamente sofisticada — com braço no Poder Judiciário, no futebol, na política, no empresariado. Com braço em todos os lugares humanidade. Estou muito otimista com essa reunião com o Trump”, finalizou.

Segundo a analista da CNN Brasil Débora Bergamasco, caso obtenha sucesso em anunciar na Casa Branca o fechamento deste acordo, Lula avalia que este seria um grande trunfo para ser usado na campanha eleitoral justamente na área de segurança pública, onde o governo petista tem dificuldades.

Outro tema que deve ser abordado é o Conselho de Paz, criado por Trump — uma espécie de ONU paralela cujos poderes de decisão, basicamente, são dos Estados Unidos. Lula deve insistir que o Brasil só integrará o conselho caso o espectro de atuação seja circunscrito à questão da Faixa de Gaza e que os palestinos sejam convidados a participar do grupo.

Ainda sem data marcada, o Planalto afirma que o encontro entre Lula e Trump deve ocorrer em março.

Publicado por Marina Toledo, da CNN Brasil

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