Empresários, advogados e médicos formam o grupo e profissões que mais aparecem entre os deputados que foram eleitos nas eleições de domingo (4), segundo dados da ocupação principal declarada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Os dados mostram que, em primeiro lugar, aparecem aqueles que declararam “deputado” como ocupação principal. São 201 dos eleitos, ou 39,18% do total. Dos 437 parlamentares que buscavam outro mandato na Câmara, 206 foram reeleitos, o que justifica o resultado.
Entre as profissões fora da política, o empresariado lidera: são 61 eleitos (11,89%). Em seguida vêm os advogados, com 55 representantes (10,72%), e os médicos, com 30 (5,85%). Juntas, essas três categorias somam 146 eleitos, o equivalente a 28,46% do total.
Na quinta posição aparecem os vereadores, com 27 eleitos (5,26%). Os administradores somam 10 eleitos (1,95%). Outras 9 pessoas (1,75%) declararam ocupação enquadrada em “outros”, e o mesmo número de eleitos (1,75%) é de servidores públicos estaduais.
Com 8 eleitos cada (1,56%), aparecem engenheiros e professores de ensino superior. Jornalistas e policiais militares vêm na sequência, com 7 representantes cada (1,36%).
Os produtores agropecuários somam 6 eleitos (1,17%). Os servidores públicos federais e os professores de ensino médio têm 5 cada (0,97%).
Agricultores, enfermeiros, economistas e odontólogos empatam com 4 eleitos cada (0,78%). Somando médicos, enfermeiros e odontólogos, a área da saúde reúne 38 eleitos. Os aposentados, exceto servidores públicos, completam a lista das 20 principais ocupações, com 3 representantes (0,58%).
Os números têm como base a declaração feita pelos próprios candidatos ao TSE, o que significa que a ocupação informada não necessariamente reflete a atividade exercida atualmente.
Senado
Entre os senadores eleitos, o cenário é parecido. Dos 54 eleitos, 12 (22,2%) informaram “senador” e 10 (18,52%) indicaram “deputado”, como ocupação principal.
Entre as demais profissões, os advogados aparecem em primeiro lugar, com 6 eleitos (11,11%), seguidos pelos empresários, com 5 (9,26%), e pelos médicos, com 4 (7,41%). Juntas, essas três categorias reúnem 15 senadores, o equivalente a 27,78% do total.
Jornalistas e redatores, engenheiros, servidores públicos civis aposentados e membros das Forças Armadas têm 2 eleitos cada (3,70%). As demais ocupações, como economista, veterinário, produtor agropecuário, cientista político, administrador, publicitário e vereador, aparecem com 1 representante cada (1,85%).
Nova legislatura
Os 513 deputados federais eleitos em 4 de outubro tomam posse em 1º de fevereiro de 2027 e cumprem mandato de quatro anos, até 31 de janeiro de 2031. A renovação da Câmara é integral: todas as cadeiras estão em disputa.
Diferentemente das eleições para presidente e governadores, não há segundo turno para deputados federais, estaduais e distritais. Eles são eleitos pelo sistema proporcional, em turno único. As vagas são distribuídas entre os partidos de acordo com o número de votos que cada legenda ou federação recebe, e ocupam as cadeiras os candidatos mais votados dentro de cada uma delas.
Para o Senado, também em turno único, vence o candidato mais votado em cada estado, pelo sistema majoritário. Em 2026 são renovados dois terços da Casa, ou seja, 54 das 81 vagas. Os senadores eleitos também assumem em 1º de fevereiro de 2027, mas com mandato de 8 anos. O outro um terço da Casa será renovado em 2031.









