• Alfa Inteligência: Lula e Flávio esquecem de falar do futuro em propostas

      O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontados como os principais nomes na disputa pela presidência da República, cometem um erro estratégico em comum: deixam de apresentar propostas voltadas para o futuro do país. A avaliação é de Emanoelton Borges, CEO da Alfa Inteligência, ao WW.

      Segundo Borges, apesar de Lula liderar as pesquisas, o cenário é desafiador para o incumbente. 46% dos brasileiros afirmam que o Brasil está no caminho errado, e os indicadores gerais apontam para um pessimismo crescente.

      Ainda assim, o atual mandatário mantém a dianteira na corrida eleitoral, em grande parte porque os adversários não conseguem se consolidar como alternativas viáveis.

      Terceira via estagnada e eleitorado já decidido

      O especialista destacou que o chamado espectro do bolsonarismo impede que a terceira via ultrapasse a casa dos dois dígitos nas pesquisas, o que a impede de se tornar uma opção real para uma fatia significativa do eleitorado.

      Outro dado relevante apontado por Borges é que 75% dos eleitores brasileiros já afirmam ter decidido seu voto para presidente da República. Isso significa que apenas 25% do eleitorado ainda está em disputa — seja porque pode mudar o voto, seja porque ainda não se decidiu.

      “Como existem dois polos muito fortes, com cerca de um terço para cada lado, esses 33% que não têm ideologia são quem de fato vai decidir a eleição”, afirmou Borges.

      Ele observou ainda que a corrida eleitoral caminha para um cenário com menos propostas e mais ataques, o que, paradoxalmente, acaba favorecendo o próprio incumbente.

      Falta de propostas prejudica oposição

      Para Borges, uma das principais falhas das campanhas de oposição é justamente o esquecimento do futuro. “O eleitor vota no amanhã; no ontem e no hoje ele vira aprovação, mas o voto vem em cima das propostas”, explicou o especialista.

      Segundo ele, candidatos como Renan Santos (Novo) abordam temas como desfavelização, Ronaldo Caiado (PSD) destaca a segurança pública e Romeu Zema (Novo) apresenta um modelo de gestão — mas os dois principais candidatos ainda não apresentaram, de forma consistente, argumentos capazes de fazer o eleitor olhar para o dia de amanhã.

      A ausência de uma agenda propositiva e orientada para o futuro, portanto, representa um risco real tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro, especialmente na disputa pelo eleitorado ainda indeciso, que será determinante para o resultado final das eleições.

      Compartilhe:

      WhatsApp
      Facebook
      Telegram
      Twitter
      Email
      Print
      VEJA TAMBÉM

      Vagas de emprego em São Paulo - SP

      Encontre a vaga ideal em São Paulo Confira salários e avaliações de empresas.
      Últimas Notícias