América Latina: Quais países são mais e menos corruptos, segundo índice

O CPI (índice de percepção de corrupção) classifica 182 países e territórios ao redor do mundo de acordo com seus níveis percebidos de corrupção no setor público. Os resultados são dados em uma escala de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito limpo).

Em nível mundial, o ranking de percepção da corrupção é liderado por Dinamarca (89), Finlândia (88) e Singapura (84), enquanto os países com pior avaliação são Somália e Sudão do Sul (ambos com 9), seguidos pela Venezuela (10).

A região das Américas não mostrou avanços gerais na luta contra a corrupção, segundo o índice de percepção desse fenômeno elaborado pela organização não governamental Transparência Internacional, publicado nesta terça-feira (10).

O relatório revelou que as condições pioraram em um terço dos países e melhoraram apenas em dois, em comparação com o índice que começou a ser medido in 2012.

O Uruguai é o país da América Latina com a melhor pontuação, 73 de 100, embora tenha alertado que o país e a Costa Rica (terceiro, com 56) “estão sofrendo com a violência alimentada pela corrupção e o crime organizado”.

O relatório também destaca “um crescimento limitado e retrocessos preocupantes” nessas nações.

O ranking é elaborado com base na percepção de especialistas e executivos de negócios em um índice composto por entre três e 13 pesquisas e avaliações feitas por diversas instituições.

O relatório aponta que em países como Colômbia, México e Brasil, a corrupção permitiu que o crime organizado se infiltrasse na política, afetando a vida das pessoas.

No caso de El Salvador e Equador, “estão passando por uma queda na transparência e nas liberdades civis, com leis que limitam o acesso ao financiamento de ONGs e dificultam suas operações”, além de intimidação e hostilidade a meios de comunicação independentes.

“Para melhorar a vida das pessoas e desenvolver a resiliência frente ao crime organizado, os governos devem colocar a luta contra a corrupção no centro de sua agenda”, disse em um comunicado a conselheira regional para a América Latina e o Caribe da Transparência Internacional, Luciana Torchiano.

“Isso significa proteger as liberdades fundamentais, fazer cumprir a lei por meio de um poder judiciário forte e independente, melhorar a cooperação internacional em casos de corrupção e aumentar a transparência nas contratações públicas”, acrescentou.

Na parte de baixo da tabela novamente se situam Venezuela, Nicarágua e Haiti, países marcados por “altos níveis de reflexão, instituições falidas ou cooptadas e corrupção arraigada”, acrescentou o documento.

Veja o ranking dos países da América Latina

  • Uruguai (73)
  • Chile (63)
  • Costa Rica (56)
  • Cuba (40)
  • Guiana (40)
  • Colômbia (37)
  • República Dominicana (37)
  • Argentina (36)
  • Brasil (35)
  • Equador (33)
  • Panamá (33)
  • El Salvador (32)
  • Peru (30)
  • Bolívia (28)
  • México (27)
  • Guatemala (26)
  • Paraguai (24)
  • Honduras (22)
  • Haiti (16)
  • Nicarágua (14)
  • Venezuela (10)

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