O último dia de Lionel Messi como jogador da seleção argentina foi marcada por uma mistura de sentimentos. De um lado, a tristeza pelo fim da era do seu brilhantismo em campo em defesa da albiceleste. Do outro, profundo agradecimento pelas alegrias que ele proporcionou aos argentinos.
Antes do jogo de despedida do astro no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, a festa tímida evidenciava os sentimentos conflitantes dos torcedores que esperavam para ver o desempenho de Messi em campo no seu último jogo pela seleção, no amistoso contra Benim.
“Estou muito nervoso, muito angustiado. Não vejo a hora de o jogo começar, que ele balance a rede, como sempre faz”, disse à CNN Brasil Walter Miguel, funcionário público que foi da província de Córdoba para a capital argentina para a despedida.
Com um Messi de papelão na mão em frente ao estádio, após viajar 12 horas em ônibus, ele disse ser difícil de acreditar que esta é a última partida do astro com a camisa da seleção argentina. “Mas é isso. Ele deu tudo o que podia e temos que aproveitar o jogo de hoje”, afirmou.
Peregrinação na Argentina por Messi
Assim como ele, muitos argentinos de outras províncias viajaram para estar no Monumental nesse dia histórico.
“Vim de Mendoza, de ônibus, sozinho. É uma aventura, mas não poderia faltar”, contou Agustín Zarcos, que trabalha na Liga Mendocina de Futebol, complementando: “A despedida de Messi é muito triste. Achei que ele jogaria mais uma Copa América, mas enfim, estou muito emocionado”.

Fantasiado de José de San Martín, conhecido como herói da independência argentina, o também mendocino e dono de uma lanchonete, Emiliano Nicolás Molina, diz ter ido a todos os jogos no Catar e na última Copa vestido dessa forma.
“Messi é uma espécie de familiar”
Para a despedida de Messi, ele decidiu manter a tradição bem-humorada. Ainda com um sorriso no rosto, ele admite no entanto, que o humor deve mudar ao ver o astro pela última vez em campo na defesa da sua seleção.
“Por enquanto estamos bem, mas em breve vamos chorar um pouquinho”, admitiu.

Sobre o sentimento em relação ao Camisa 10 após mais duas décadas, 207 jogos, 125 gols, duas Copas Américas, um Mundial e uma Finalíssima pela seleção argentina, ele define: “Messi é espécie de familiar, que amamos e que deu muita alegria a todos”.









