• Ataques de Israel matam mais de 20 pessoas no Líbano, diz mídia estatal

      Pelo menos 21 pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano na sexta-feira (5), de acordo com uma contagem da CNN com base em dados da NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano).

      O total inclui um membro do conselho municipal em Sidon, duas crianças sírias que estavam em uma motocicleta com o pai em Nabatiyeh e um paramédico na cidade vizinha de Zebdine, informou a NNA, acrescentando que o último ataque teve como alvo uma ambulância que tentava entregar pão a uma família submetida a um cerco militar.

      “Atacar paramédicos durante operações de resgate é um ato que constitui uma violação bárbara do direito internacional humanitário”, afirmou o Ministério da Saúde libanês em um comunicado condenando o ataque israelense a Zebdine.

      A CNN entrou em contato com as forças armadas israelenses para obter um comentário.

      Desde 2 de março, os ataques israelenses mataram pelo menos 3.558 pessoas e feriram outras 10.870 em todo o Líbano, informou o Ministério da Saúde do país em um comunicado nesta sexta-feira.

      Os confrontos entre as forças armadas israelenses e o Hezbollah se intensificaram no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e acordado entre os governos de Israel e do Líbano na quarta-feira (3).

      O Hezbollah afirmou ter realizado mais de 20 ataques contra as forças israelenses na sexta-feira, a maioria nas proximidades do histórico Castelo de Beaufort, que Israel tomou há cerca de uma semana.

      Israel intensificou sua ofensiva militar contra o Hezbollah ao norte do rio Litani, ocupando dezenas de aldeias no sul do Líbano.

      Em entrevista exclusiva à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou na sexta-feira (5) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o Hezbollah estão travando uma “guerra inútil” que jamais levará ao “resultado desejado” por eles.

      Na entrevista, o presidente libanês também fez críticas ao Irã, acusando o país de explorar sua nação como moeda de troca na guerra contra os Estados Unidos e Israel.

      *por Kareem El Damanhoury, da CNN

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