Atlas: 57,7% dos venezuelanos aprovam operação dos EUA; 20,9% desaprovam

A nova pesquisa Latam-Wide da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que maioria dos venezuelanos aprova a operação militar dos EUA que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026.

Quando questionados se aprovavam ou não a ação militar dos EUA que resultou na prisão do ditador venezuelano por acusações relacionadas ao narcotráfico, 57,7% dos venezuelanos disseram aprovar a medida, enquanto 20,9% desaprovaram. 21,4% não souberam responder.

O levantamento ouviu 11.285 pessoas em países da América Latina e entre latinos residentes nos Estados Unidos e no Canadá entre os dias 5 e 11 de janeiro.

A pesquisa apresenta uma margem de erro de um ponto percentual (geral) e dois pontos percentuais dentro da Venezuela, e nível de confiança de 95%.

Em um cenário mais segmentado, os dados indicam diferenças significativas entre os que ainda vivem na Venezuela e os deixaram o país:

46,7% dos residentes na Venezuela aprovam a operação, enquanto 25,4% desaprovam. 27,9% não souberam responder.

90,8% dos venezuelanos que vivem fora do país disseram aprovar a ação, com apenas 6,3% desaprovando e 2,9% sem opinião sobre o assunto.

Captura de Maduro

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, por volta das 3h no horário de Brasília, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que mudaria o curso recente da política latino-americana.

Em uma ação descrita por Washington como “conjunta com autoridades policiais”, o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas.

Uma semana depois, a operação continua a reverberar em tribunais, chancelarias e mercados internacionais, enquanto o futuro da Venezuela permanece em aberto.

A ação foi o resultado de meses de planejamento e de ensaios considerados entre os mais complexos já conduzidos pelo aparato de segurança americano.

Desde o primeiro anúncio, a Casa Branca informou que a captura se tratava apenas de um episódio policial. No entanto, tratou-se de um movimento com profundas implicações geopolíticas.

O governo americano vinha, há anos, classificando Maduro como criminoso. Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, o líder venezuelano foi acusado no Distrito Sul de Nova York por “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína e outros crimes.

Na época, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão.

A pressão aumentou ao longo dos anos. O valor subiu para 25 milhões de dólares no início de 2025, nos últimos dias do governo Biden, e chegou a 50 milhões de dólares em agosto de 2025, já sob o novo mandato do republicano.

Nesse período, Washington também classificou o chamado Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, alegando que Maduro seria o líder da estrutura criminosa.

A confirmação da captura veio na manhã do próprio sábado (3), em uma publicação do presidente americano nas redes sociais. Trump descreveu a ação como um êxito de cooperação policial.

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