Falta pouco para a Seleção Brasileira estrear na Copa do Mundo de 2026, mas antes disso, a Canarinho enfrentará o Egito neste sábado (6) no último teste para o Mundial.
Há quase 30 anos, em 1998, a equipe que chegou como pentacampeã na França, enfrentou a seleção de Andorra cheia de curiosidades e com bombeiro, office-boy e operário no elenco do último compromisso pré-Copa do Mundo.
Um dos exemplos mais curiosos era o defensor Francisco Ramirez, que dividia seu tempo entre os gramados e o combate a incêndios. Já o atacante José Julián Lucendo trabalhava como representante de vendas e era considerado a principal referência técnica da equipe.
Outros atletas, como os defensores Angel Martin e Ildefonso Lima, priorizavam os estudos, já que não enxergavam no futebol uma carreira financeiramente viável. A realidade da seleção de Andorra contrastava drasticamente com a da equipe brasileira, então repleta de estrelas que se preparavam para a disputa da Copa do Mundo de 2002.
A disparidade também aparecia fora das quatro linhas. Na época, a federação andorrana operava com um orçamento anual de aproximadamente US$ 450 mil, valor inferior ao salário mensal de Ronaldo Fenômeno, que atuava na Inter de Milão.
Com apenas 65 mil habitantes, o país tinha uma base de recrutamento extremamente reduzida para formar sua seleção nacional.
O amistoso foi organizado a convite da CBF e serviu como último teste da equipe comandada por Zagallo antes da estreia na Copa do Mundo contra a Escócia. A divulgação da partida refletia a simplicidade da estrutura andorrana: um cartaz artesanal foi colocado na entrada do estádio Red Star, em Paris, anunciando o duelo contra as estrelas brasileiras.
O Brasil venceu por 3 a 0, com gols de Giovanni, Rivaldo e Cafu. Zagallo escalou como titular: Taffarel, Cafu, Aldair, Júnior Baiano e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Giovanni e Rivaldo; Bebeto e Ronaldo.
Durante a partida, entraram Carlos Germano, André Cruz, Zé Roberto, Doriva, Leonardo e Denílson.









