O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou no dia 17 de junho de 2026 a interceptação telefônica do senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado.
O monitoramento se deu no âmbito das investigações sobre o caso Master. Segundo a PF (Polícia Federal), a relação entre o parlamentar e Augusto Lima – ex-sócio de Daniel Vorcaro – era próxima, com alto grau de confiança pessoal e capaz de criar um ambiente propício para tratativas reservadas de interesse do Master.
A investigação aponta ainda que Jaques Wagner teria recebido vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente, pelo banco liquidado de Daniel Vorcaro.
Ao investigar a relação do parlamentar com os ex-banqueiros, a PF identificou a compra de um apartamento em Salvador em favor do senador, além de pagamentos, repasses e indícios da atuação de Wagner em temas de interesse do Master no Legislativo.
O relatório também mostra que, além de Wagner, Mendonça determinou a interceptação telefônica de Augusto Ferreira Lima e outros investigados.
A decisão não autoriza interceptação do conteúdo de comunicações telefônicas, telemáticas ou mensagens, limitando-se a metadados, registros técnicos, ERBs (Estações Rádio Base), IMEIs (Identificação Internacional de Equipamento Móvel), chamadas, SMS sem conteúdo e dados de conexão.
A informação consta de relatório da PF divulgado nesta sexta-feira (11), após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, ordenar que o ministro André Mendonça derrubasse o sigilo de todos os documentos sobre o caso Master.









