Homenageada pelo Império Serrano, Conceição Evaristo refletiu sobre o significado de ver sua trajetória e sua obra transformadas em enredo na Marquês de Sapucaí, na segunda noite de desfiles da Série Ouro do Rio de Janeiro, neste sábado (14).
Para a escritora, o momento simboliza a força coletiva da literatura. “A escrevivência realmente captura as pessoas. Eu penso no texto que tenha tanto uma ressonância coletiva como o sujeito coletivo se apropriando desse texto”, afirmou.
A autora destacou que, quando a literatura deixa de ser individual e passa a ser apropriada coletivamente, ela cumpre seu papel social.
“Quando a apropriação é coletiva, estamos experimentando uma fala que eu tenho dito sempre: a literatura como direito das pessoas. Todas as classes populares têm o direito à literatura.”
Ao ver sua obra ecoando em forma de samba, Conceição ressaltou o caráter democrático do Carnaval: “Apropriando a minha literatura e levando essa literatura para o samba, para o Carnaval, é fazer com que essa literatura tenha o percurso mais democrático possível.”










