O jurista e professor Wálter Maierovitch afirmou, durante participação no WW desta quinta-feira (12), que documentos da PF (Polícia Federal) contêm indícios de possíveis crimes cometidos por Dias Toffoli.
A declaração ocorre após o STF (Supremo Tribunal Federal) anunciar a saída do ministro da relatoria do caso Master. Segundo Maierovitch, existem contradições graves na nota emitida pelos dez ministros do STF sobre o caso.
“Deixa eu apontar uma outra grave contradição onde eles mataram e enterraram nada mais, nada menos do que a lei processual penal”, destacou o jurista, criticando o procedimento adotado pela Corte.
O especialista explicou que, em sede de inquérito, apenas o destinatário da investigação teria legitimidade para arguir suspeição, no caso, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
“Pergunta-se, ele arguiu o impedimento e a suspeição? Resposta, não”, afirmou Maierovitch, questionando a validade do procedimento.
Indícios de irregularidades
Durante a entrevista, o jurista foi enfático ao apontar que “em toda essa documentação da Polícia Federal existem indicativos com lastro de cometimentos de crimes pelo Toffoli”.
Entre as possíveis irregularidades mencionadas estão coautoria nas condutas com Vorcaro, obstrução de justiça, favorecimento e indícios de participação como sócio oculto em negociações.
Maierovitch ressaltou datas específicas que levantam suspeitas: “Tem as datas, venda em 2021, depois circula um dinheiro para a conta em 2024”.
Para o jurista, o caso não deveria ser encerrado com uma simples nota do STF, que classificou como “ridícula”.
O especialista defendeu que Gonet deve pedir autorização ao Supremo para investigar Toffoli.
“Ele tem de pedir autorização ao Supremo para investigar o ministro Toffoli. Não pode esse grande escândalo ficar barato e nessa notinha”, concluiu.











