A empresa indiana Altmin, fabricante de materiais utilizados no desenvolvimento de baterias de íon-lítio, anunciou na última quinta-feira (12) um investimento de US$ 40 milhões (cerca de R$ 220 milhões, na cotação atual) na CBL (Companhia Brasileira de Lítio).
O aporte envolve a compra de 33% da participação da CBL em uma planta de refino localizada em Divisa Alegre, no norte de Minas.
O valor, segundo o governo de Minas, será inteiramente revertido na ampliação da refinaria, com o objetivo de produzir carbonato de lítio.
Ainda de acordo com o governo mineiro, que acompanhou as reuniões e o anúncio do investimento, o aporte viabilizará a expansão da capacidade produtiva da unidade de 2 mil toneladas por ano para 6 mil t/ano.
O carbonato de lítio grau bateria, com 99,5% de pureza, é um dos principais componentes químicos utilizados em baterias de veículos elétricos e em grandes acumuladores de energia.
O investimento ocorre em meio a uma estratégia do Governo de Minas de ampliar interlocuções e apoiar iniciativas voltadas ao desenvolvimento da cadeia do lítio no estado, com foco na industrialização e no aproveitamento do potencial mineral, especialmente na região conhecida como Vale do Lítio.
A CBL foi fundada em 1985 e é uma mineradora brasileira com operações integradas que vão da extração ao refino químico de lítio.
Já a Altmin é uma empresa tecnológica indiana voltada ao desenvolvimento de materiais para baterias.










