Seis empresas ligadas a Sarah Ferguson, ex-mulher do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, do Reino Unido, serão fechadas após a mais recente divulgação de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, criminoso sexual americano, que morreu na prisão em 2019.
Os novos documentos revelaram que a família da ex-duquesa tinha uma profunda amizade com Epstein.
Ferguson está listada como única diretora das empresas, todas as quais solicitaram nos últimos dias a exclusão do registro oficial do Companies House do Reino Unido, onde praticamente todas as empresas devem arquivar informações, como detalhes dos diretores e relatórios anuais.
Não está claro exatamente quais serviços as empresas forneciam. Uma firma estava envolvida em serviços de relações públicas e comunicação, de acordo com o Companies House. Outra era um negócio varejista.
A movimentação ocorre após o Departamento de Justiça dos EUA liberar uma nova parcela dos chamados “arquivos Epstein” em 30 de janeiro, provocando um renovado escândalo envolvendo o ex-príncipe e agora a ex-duquesa. O casal manteve laços com o financista, mesmo depois que ele foi condenado por solicitar sexo de uma menor, em 2008.
Um porta-voz de Ferguson, também conhecida como “Fergie”, disse no ano passado que a ex-duquesa cortou seus laços com Epstein “assim que tomou conhecimento da extensão das alegações”.
Mas os últimos arquivos do Departamento de Estado americano sugerem que não foi esse o caso.

Arquivos indicam proximidade entre ex-duquesa e Epstein
Os documentos parecem mostrar que Ferguson não apenas manteve contato, mas visitou Epstein em Miami cinco dias após sua libertação da prisão em 2009, tendo cumprido 13 meses de uma sentença de 18 meses por solicitar prostituição de uma menor.
Outras trocas demonstram sua forte afeição por Epstein na época.
Em janeiro de 2010, Ferguson escreveu: “Você é uma lenda. Eu realmente não tenho palavras para descrever, meu amor, gratidão por sua generosidade e bondade. Xx Estou a seu serviço. Apenas case-se comigo.”
Em agosto de 2009, a ex-duquesa agradeceu a ele por ser “o irmão que sempre desejei ter.”
O ex-príncipe Andrew e as filhas de Ferguson, as princesas Beatrice e Eugenie, também enfrentaram duras críticas nas últimas semanas depois que seus nomes apareceram na última parcela de arquivos.
A CNN entrou em contato com os representantes de Ferguson para comentar sobre as trocas vistas nos documentos de Epstein e o fechamento das empresas. Ser mencionado nos documentos de Epstein não indica qualquer irregularidade
O ex-príncipe anteriormente negou qualquer irregularidade sobre seus vínculos com o falecido criminoso sexual.
Dias após a divulgação em janeiro, a fundação beneficente de Ferguson “Sarah’s Trust” anunciou que fecharia “pelo futuro previsível” após “alguns meses” de discussão, de acordo com a agência de notícias britânica PA Media.
Em 13 de fevereiro, uma empresa chamada “S. Phoenix Events Limited”, onde Ferguson está listada como diretora, apresentou um pedido na Companies House para “retirar a empresa do registro” – em outras palavras, fechá-la.
As outras cinco empresas apresentaram pedidos semelhantes em 16 de fevereiro.
As empresas que serão fechadas são Philanthrepreneur Limited, Fergie’s Farm Limited, La Luna Investments Limited, Solamoon Limited, Planet Partners Productions Limited e S. Phoenix Events Limited.











