EUA e Irã iniciam negociações em Omã em meio a tensões

Estados Unidos e Irã iniciaram negociações em Omã, nesta sexta-feira (6). As conversas acontecem após semanas de tensão crescente e temores de um ataque das forças americanas.

A Casa Branca afirmou na quinta-feira (5) que o presidente Donald Trump prefere resolver as questões diplomaticamente e que receberia um relatório de seus delegados para as discussões posteriormente.

“A diplomacia é sempre a primeira opção quando se trata de lidar com países de todo o mundo, sejam eles nossos aliados ou nossos adversários”, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt a repórteres.

Steve Witkoff, principal enviado de Trump para assuntos externos, e Jared Kushner, genro do republicano, representarão os EUA nas discussões.

Por sua vez, a delegação iraniana será comandada pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi.

Segundo a chancelaria iraniana, as negociações serão conduzidas “com autoridade” e visam alcançar um “entendimento justo, mutuamente satisfatório e honroso” sobre a questão nuclear.

Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”.

O líder americano disse que enviou uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.

Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”.

Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.

A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.

Trump alertou repetidamente que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava “pronto e armado”.

Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.

Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.

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