• Faustão detalha vida após transplantes e abre o jogo sobre retorno à TV

      Faustão detalha vida após transplantes e abre o jogo sobre retorno à TV

      O apresentador Fausto Silva, 76, abriu o jogo sobre como vem se recuperando após passar por quatro transplantes – um de coração, dois de rim e um de fígado.

      Segundo ele, a sobrevivência foi um milagre. A declaração foi dada na noite da última segunda-feira (15), durante sua participação no “Conversa com Bial”, da TV Globo.

       

      “Eu, que não tinha paciência para nada, fui doutrinado, ou melhor, adestrado, para ter paciência e resiliência”, começou dizendo.

      Ainda conforme explicou Faustão, ele decidiu confiar nos médicos e evitou qualquer palpite sobre o tratamento. A escolha, inclusive, foi fundamental diante do seu quadro clínico.

      “Graças a Deus, confiei nos médicos certos e também na minha mulher, que me fez mudar bastante ao longo da vida. Não é a minha praia. Porque eu tenho que ficar dando palpite e querendo saber de tudo? Não sou formado em medicina pela internet. Eu já estava no bico do corvo. Então pensei: ‘É melhor ficar quieto e seguir direitinho o que eles mandarem'”, afirmou.

      Hoje, sua rotina é definida como muito boa. “Eu faço tai chi chuan (arte marcial e prática de exercícios corporais de origem francesa), musculação, fisioterapia. Eu fiquei muito tempo no hospital. E aí você fica com dor nas costas. E eu não tive um problema nos transplantes. Só os efeitos colaterais mesmo”, contou.

      Questionado por Bial sobre nunca ter demonstrado fraqueza mesmo com a situação, Faustão garantiu não ter ficado triste. “Eu não sou arroz de festa, de ‘vamos lá’, chefe de excursão, mas tenho um razoável bom humor. Principalmente porque eu acho que o grande segredo da vida é um construir um patrimônio, e o patrimônio é família. É quando você deixa um legado”, disse.

      “Por exemplo, durante esses 33 anos que eu trabalhei na Globo, eu deixei muitos profissionais que começaram comigo e estão hoje nos principais cargos de direção, e isso é legal. Você participar de uma profissão que você ajuda a melhorar o trabalho para todo mundo. E isso não é ser bonzinho, é ser inteligente”.

      Faustão conta planos para o futuro

      Ainda no papo, o apresentador descartou retomar a rotina diante das telinhas após mais de seis décadas de trabalho. A longa fase nos hospitais o fez refletir sobre a carreira e a decisão de parar.

      “Quando você fica muito tempo no hospital, passam várias séries, não filmes, pela sua cabeça. Pensei bastante e sempre falei: ‘No dia que eu parar, vou parar mesmo’. É melhor deixar um pouco de saudade para meia dúzia e alívio para muita gente. Trabalhei durante 64 anos e acho que fiz o que pude”, afirmou.

      Para o futuro, o desejo é aproveitar a família e a companhia dos cachorros. Além disso, também pontuou o que considera mais valioso na vida. “Primeiro, é deixar algum legado na profissão. Segundo, é ver que não foi só ‘quá-quá-quá’, que teve alguma coisa relevante. Terceiro, é ter relações de amizade para valar. Isso, além da família, faz com que você tenha vontade de viver”, adicionou.

      “Você ter que enfrentar a doença com altivez. É isso que move você a dar uma virada. Sem dúvida alguma, esse é o grande segredo da vida”, concluiu.

       

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